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SÃO PAULO – Com o mercado aumentando as suas apostas em uma intensificação do ritmo de afrouxamento monetário, após dados da produção industrial publicados na véspera, o dólar comercial opera em forte alta nesta quarta-feira.
Reduções robustas na Selic reduziriam o spread entre os juros internos e externos de forma significativa, diminuindo a atratividade relativa dos ativos brasileiros, o que comprimiria a demanda por reais.
Além disso, o mercado acompanha também as intervenções do Banco Central no mercado de câmbio. Nesta quarta-feira, a entidade realizou um novo leilão de swap cambial invertido e vendeu a totalidade dos 8.800 contratos, em uma operação que movimentou US$ 416 milhões.
Dólar em alta
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2710 na compra e R$ 2,2740
na venda, forte alta de 0,75% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,4700, representando um ágio de 8,76%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,11% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,11%.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
opera cotado a R$ 2.287,
alta de 0,48% em relação ao fechamento
de R$ 2.276
da última terça-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em alta de 0,66%,
atingindo R$ 2.305 frente
à R$ 2.290 do fechamento de
terça-feira.