Dólar comercial opera com forte alta, em manhã ruim na renda variável

Montadoras nos EUA e déficit comercial na zona do euro atribui viés negativo à sessão; BC não confirma se irá intervir

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SÃO PAULO – O dólar comercial não resiste ao clima de aversão ao risco dos investidores e inicia a terça-feira (17) com valorização próxima a 1%, sendo negociado a R$ 2,306. Boa parte das bolsas de valores operam no campo negativo, indicando que a sessão poderá ser de perdas no âmbito doméstico.

Entre os motivos de atenção, as automobilísticas dos EUA voltam a dominar o cenário, enquanto GM e Chrysler tentam convencer o departamento do tesouro sobre a viabilidade da reestruturação e a necessidade de novos aportes. No total, as duas exigem mais US$ 21 bilhões em ajuda.

Enquanto a decisão sobre o apoio não é definida, o plano europeu também traz cautela, após o Eurostat informar que os países da zona do euro encerraram 2008 com o maior déficit comercial da história, de US$ 40,5 bilhões. A Moody’s rebaixou a perspectiva de rating de bancos do leste europeu, preocupada com o agravamento da crise.

Sem intervenção do BC

Diferentemente da sessão anterior, o Banco Central brasileiro não confirmou ainda se irá atuar no mercado de câmbio, mesmo com a expressiva valorização do dólar. Na última segunda-feira, porém, a autoridade ofereceu 44,3 mil contratos em uma oferta de contratos de swaps.

Por ora, destaque para as prévias IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) e do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que na segunda sondagem do mês apontaram a mesma taxa de inflação: 0,45%.

Resultado acumulado

Apesar da
variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,04%
neste mês de fevereiro e uma desvalorização de 1,24% desde o início do ano.