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SÃO PAULO – O clima otimista trazido por resultados durante a manhã é sustentado no começo desta tarde pela divulgação de indicadores favoráveis, que mantém o dólar no campo negativo nesta sessão. Há pouco, a moeda norte-americana era cotada a R$ 1,747, em queda de 0,51%.
Dentre as notícias que motivam o maior apetite por risco nesta sessão, destaque para os indicadores econômicos norte-americanos que surpreenderam positivamente analistas e influenciam investidores a buscar investimentos mais arriscados e mais rentáveis, em contraponto à segurança do dólar.
Indústria e gastos em alta
O ISM Index, que mede o nível da atividade industrial nos Estados Unidos, ficou acima do esperado em junho ao marcar 55,5 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 54,2 pontos.
Ainda na agenda dos Estados Unidos, o Construction Spending mostrou que os gastos com construção civil aumentaram 0,1% em junho, contrariando a expectativa de analistas de queda de 0,8% no período.
Brasil
Já no front doméstico, o saldo da balança comercial de julho ficou positivo em US$ 1,358 bilhão, a despeito do déficit de US$ 127 milhões atingido na última semana do mês.
O Relatório Focus, por sua vez, mostrou que o mercado diminuiu pela segunda semana consecutiva suas projeções para a Selic, que agora giram em torno de 11,50% ao ano. No mesmo sentido, as instituições consultadas pelo Banco Central também diminuíram suas estimativas para a inflação.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.761, baixa de 0,48% em relação ao fechamento de R$ 1.769 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em forte alta de 0,83%, atingindo R$ 1.772 frente a R$ 1.758 do fechamento de sexta-feira.