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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em forte baixa nesta quarta-feira (16), reagindo ao clima positivo dos mercados, após importantes dados da economia norte-americana terem aberto espaço para opções de investimento mais arriscadas. É o terceiro dia seguido de recuo do dólar no câmbio doméstico.
Mercado externo
O CPI (índice de preços ao consumidor) de março esteve dentro das projeções dos analistas, podendo conferir maior liberdade ao Federal Reserve para estimular o consumo nos Estados Unidos.
Ademais, o indicador de produção industrial no país superou as estimativas, reduzindo os temores sobre uma possível recessão nos EUA. Também contribui para o ânimo, os resultados de bancos, que não vieram tão ruins quanto se previa, e da gigante Coca-Cola, que reportou lucro no primeiro trimestre.
Copom
Internamente, as atenções estão voltadas ao Copom (Comitê de Política Monetária), que divulga nesta quarta-feira sua decisão sobre a taxa Selic. Caso se confirme a expectativa de alta, este seria mais um fator a continuar influenciando a tendência de desvalorização do dólar, uma vez que operações de arbitragem ficam mais atraentes e aumentam o fluxo da divisa.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de compra no mercado à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação teve início às 12h29 e terminou às 12h39. A taxa aceita ficou em R$ 1,6720.
Acompanhe a cotação
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6670 na compra e R$ 1,6690
na venda, forte baixa de 0,89% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 4,74%
neste mês de abril e uma desvalorização de 6,02% desde o início do ano.
Dólar paralelo permanece em R$ 1,8800
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No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 12,78%
em relação ao dólar comercial.