Dólar comercial mantém queda, com mercado voltado para a agenda dos EUA

Após sequência desfavorável de indicadores, Initial Claims surpreendeu positivamente; Petrobras segue em foco no Brasil

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém trajetória de queda no começo desta tarde, enquanto indicadores favoráveis nos Estados Unidos incentivam uma menor aversão ao risco nesta quinta-feira (26). Há pouco, a moeda norte-americana registrava depreciação de 0,34% em relação ao último fechamento, cotada a R$ 1,760 na venda.

Após dias sem boas notícias vindas da agenda norte-americana,  o número de pedidos de auxílio desemprego nos EUA foi menor que o esperado, amenizando as preocupações com a recuperações da economia do país. O dólar se mantém em queda mesmo com o mercado acionário sofrendo desvalorização no Brasil, enquanto as questões relacionadas à capitalização da Petrobras seguem como referência. 

Referências
O Initial Claims registrou um total de 473 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 485 mil e também melhor que o total contabilizado na semana anterior (504 mil).

Junto aos sinais positivos no mercado de trabalho norte-americano, os resultados trimestrais apresentados por empresas como L’OreaL e Credit Agricole também são referências favoráveis nesta quinta-feira.

Brasil
Já na agenda doméstica, a Pesquisa Mensal de Emprego indicou recuo da taxa de desemprego para 6,9% em julho, o menor patamar desde 2002. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por sua vez, o Banco Central do Brasil divulgou a Nota de Política Fiscal, revelando que o superávit primário cresceu para R$ 2,454 bilhões em julho. O número vem acima do resultado de junho, quando houve um superávit de R$ 2,059 bilhões, mas fica aquém do saldo superavitário em R$ 3,180 bilhões visto no mesmo mês do ano passado.

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Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.761, baixa de 0,31% em relação ao fechamento de R$ 1.766 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em baixa de 0,34%, atingindo R$ 1.774 frente a R$ 1.780 do fechamento de quarta-feira.