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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém sua trajetória de queda e tem baixa de 0,29%, cotado a R$ 1,7090 na venda, em meio à sessão marcada pela extensa agenda de indicadores norte-americanos e com as preocupações em relação à crise européia.
No Brasil, o fluxo cambial de novembro, até o dia 26 do mês de referência, ficou positivo em US$ 1,216 bilhões, resultado impulsionado pelo saldo financeiro – US$ 1,434 bilhões -, uma vez que o comercial foi negativo em US$ 218 milhões. As reservas internacionais do Banco Central acumulavam US$ 285,113 bilhões na última sexta-feira.
Já a Balança Comercial de novembro registrou superávit de US$ 312 milhões, levando o acumulado do ano à cifra de US$ 15,283 bilhões. As projeções do mercado apontam que a Balança Comercial deve encerrar 2010 com saldo de US$ 16,3 bilhões.
Indicadores dos EUA surpreendem novamente
Nos EUA, a agenda de indicadores mais uma vez trouxe surpresas positivas para o mercado. O ADP Employment apontou a criação de 93 mil postos de trabalho no setor privado em novembro, bem acima das 58 mil vagas que o mercado projetava.
Na mesma linha, o Construction Spending, que mensura os gastos com construção, tinha projeção de recuo e acabou apontando para aumento 0,7% dos gastos em novembro.
Também superando as expectativas do mercado, o nível de atividade industrial, medido pelo ISM Index, atingiu 56,6 pontos, 0,1 ponto acima do que era previsto. A medição de outubro, por sua vez, marcara 56,9 pontos.
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Já a produtividade do trabalhado norte-americano, embora tenha aumentado, ficou levemente abaixo das expectativas. No terceiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 2,3%, enquanto que o mercado esperava por avanço de 2,4%.
Europa continua causando temores
A crise européia continua chamando a atenção do mercado. Nesta sessão, repercute a expectativa de rebaixamento dos rating de crédito soberano de longo e curto prazos, que atualmente são A- e A-2 respectivamente, de Portugal.
Segundo a Prosper Corretora, “as constantes ajudas financeiras do BCE (Banco Central Europeu) com condições relativamente vantajosas aos países membros com maiores problemas pode até ser considerada positiva, mas de certa forma, aponta que a situação do sistema bancário possa ser insustentável aos olhos dos investidores”.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro é cotado a R$ 1,719, baixa de 0,46% em relação ao fechamento de R$ 1,727 da última terça-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera em forte alta de 0,82%, atingindo R$ 1,730 frente a R$ 1,716 do fechamento de terça-feira.