Dólar comercial mantém movimento de alta, com temores de recessão nos EUA

Cotação da moeda norte-americana é impulsionada por tensão externa e conseqüente aumento da aversão ao risco

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém o movimento de forte alta nesta quarta-feira (16), impulsionado pelas tensões sobre os rumos da economia norte-americana, que continuam a pressionar a cotação de ativos considerados de maior risco.

Os efeitos da crise do subprime nos resultados das empresas nos EUA são acompanhados pelos investidores como sinalizadores para suas ações. A divulgação de redução no lucro do JP Morgan anunciada neste dia pode contribuir para aumentar as tensões, assim como os resultados abaixo do esperado da Intel.

Com a apresentação dos dados do CPI(Consumer Prices Index), ligeiramente acima do esperado, crescem as expectativas sobre o grau dos cortes que o Federal Reserve (Fed) pode promover na taxa básica de juro dos EUA.

A divulgação do livro bege do Fed pode trazer maior clareza quanto às intenções da autoridade monetária norte-americana. Os investidores ainda aguardam o índice de produção industrial, a ser divulgado nesta data.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7670 na compra e R$ 1,7690 na venda, forte alta de 0,91% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0000 na venda, representando um ágio de 13,19% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro está sendo cotado a R$ 1.768,
forte alta de 0,80% em relação ao fechamento
de R$ 1.754
da última terça-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera
em forte alta de 0,85%,
atingindo R$ 1.773 frente
a R$ 1.758 do fechamento de terça-feira.