Dólar comercial mantém forte alta, com ampliação das tensões externas

Problemas com a Carlyle Capital aumentam temores relativos à solvência de intituições financeiras

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em forte alta nesta quinta-feira (13), impulsionado por tensões externas relativas à solvência de fundos e por medidas do Governo para exportações.

A notícia de que o fundo Carlyle Capital não conseguiu
atender a chamadas de margem de US$ 400 milhões trouxe novamente ao cenário internacional os temores de que a crise atual cause mais problemas a instituições financeiras e afete o lado real da economia mundial.

Investidores temem que os bancos intensifiquem as chamadas de margem, como forma de cobrir parte de suas perdas, e causem problemas em cadeia relativos à solvência de outras instituições financeiras.

No Brasil

Internamente, repercute-se o anúncio feito pelo governo de medidas que visam combater a apreciação do real e incentivar as vendas externas, com taxação de investimentos estrangeiros em renda fixa e a isenção de imposto sobre as exportações.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6960 na compra e R$ 1,6980 na venda, forte alta de 1,43% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9500 na venda, representando um ágio de 14,98% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril está sendo cotado a R$ 1.714,
forte alta de 2,09% em relação ao fechamento
de R$ 1.679
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera
em forte alta de 1,66%,
atingindo R$ 1.715 frente
a R$ 1.687 do fechamento de quarta-feira.