Dólar comercial mantém baixa, dadas impressões sobre entrada de recursos

Câmbio reage a saldo comercial de julho e a diferencial entre juros, apesar do viés negativo nos mercados

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SÃO PAULO – O dólar comercial se mantém em trajetória de recuo, mesmo diante das referências negativas advindas do noticiário financeiro.

O relatório do mercado de trabalho norte-americano, divulgado nesta manhã, revelou que a taxa de desemprego nos EUA está em seu maior nível em mais de quatro anos. Além disso, o cenário corporativo também gerou desconforto, com a divulgação de resultados ruins nas principais empresas automobilísticas do mundo.

Ingressos no País

Diante de tais informações, investidores demonstram forte aversão ao risco nesta sessão. Contudo, o câmbio interno reflete a perspectiva de maior oferta de dólares no País, decorrente tanto da entrada de recursos via renda fixa, atrativa em virtude da alta diferença entre o juro interno e o externo, e também via comércio exterior.

Nesta sexta-feira (1), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, divulgou que a Balança Comercial brasileira registrou recorde histórico nas exportações do mês de julho, que atingiram o total de US$ 20,453 bilhões. O saldo do mês ficou positivo em US$ 3,304 bilhões.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,5570 na compra e R$ 1,5590 na venda, baixa de 0,32% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,6600 na venda, representando um ágio de 6,62% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.569, enauqnto o contrato com vencimento em outubro opera a R$ 1.585.