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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia a tarde desta terça-feira (25) diminuindo a alta vista na abertura dos negócios, conforme indicadores favoráveis na agenda do dia amenizam o nervosismo trazido pela proposta de fusão de bancos espanhóis e tensões na Ásia. Há pouco, a moeda registrava alta de 0,91%, cotada a R$ 1,881 na venda.
A questão que mais chama atenção do investidor nesta sessão é a proposta de união feita por 4 bancos espanhóis ao banco central do país na véspera. Os planos levam alguns investidores a acreditar que o sistema bancário do país está fragilizado e que este já seria um reflexo do contágio da crise fiscal pelo continente.
Dados ofuscados
Em contraponto aos temores suscitados pelas instituições financeiras espanholas, os indicadores econômicos europeus trouxeram dados favoráveis. Os pedidos à indústria na Zona do Euro, por exemplo, tiveram seu maior avanço em quase três anos em março, subindo 5,2% em relação ao mês anterior.
Já o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido avançou 0,3% nos primeiros três meses do ano na base trimestral, pouco acima das expectativas. Na comparação anual, o PIB caiu 0,2%, o menor declínio desde o terceiro trimestre de 2008.
Por sua vez, a agenda norte-americana também trouxe indicadores que são ofuscados pelo clima negativo. A confiança do consumidor norte-americano ficou acima do esperado no mês de maio, atingindo seu mais alto nível desde março de 2008, enquanto os preços dos imóveis do país avançaram 0,3% em fevereiro, acima da retração de 0,2% vista em janeiro.
No front doméstico, o IPC-Fipe referente à terceira semana de maio apontou inflação de 0,35% no período, variação idêntica à esperada pelo mercado no acumulado mensal.
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Crise coreana
Paralelo ao campo econômico, tensões geopolíticas na Ásia também chamam atenção. Depois de a Coreia do Sul suspender o comércio com a Coreia do Norte na véspera, nesta terça-feira foi a vez da Coreia do Norte anunciar o corte de todas as relações e a comunicação com o governo do país do sul.
A questão teve início na última quinta-feira (20), quando a Coreia do Sul acusou formalmente a Coreia do Norte de atacar o navio sul-coreano de guerra Cheonon, em uma região disputada do mar Amarelo.
Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 1.888, alta de 0,72% em relação ao fechamento de R$ 1.874 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta de 0,93%, atingindo R$ 1.899 frente a R$ 1.882 do fechamento de segunda-feira.