Dólar comercial inverte tendência no final da sessão e fecha em leve queda

Melhora no humor do mercado durante a tarde contribuiu para a inversão; intervenção do Bacen e indicadores domésticos no foco

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SÃO PAULO – Em mais uma sessão marcada pela ausência de indicadores econômicos relevantes na agenda internacional, o dólar comercial, que atuou durante a maior parte do dia no campo positivo, inverteu sua trajetória no final da sessão, acompanhando a melhora no humor dos investidores, e fechou esta terça-feira (9) em queda de 0,22%, sendo cotado na venda a R$ 1,782.

Por aqui, o Banco Central voltou a realizar seus leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h33 e as 15h43 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7894.

Ainda no front doméstico, novos índices inflacionários voltaram a alimentar especulações sobre uma possível elevação no juro básico brasileiro na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), agendada para os dias 16 e 17 desse mês. Nesta sessão, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) referente à primeira quadrissemana de março apontou uma alta nos preços de 0,61%.

Referências domésticas
Em meio à escassez de indicadores econômicos, o mercado doméstico se deparou com um noticiário corporativo favorável, que contribuiu para a valorização das ações de importantes empresas da bolsa brasileira, como Petrobras (PETR4, PETR3) e CSN (CSNA3), levando os investidores a migrarem seus investimentos para a renda variável.

Vale ressaltar que o saldo de capital externo na bolsa brasileira está positivo em R$ 1,068 bilhão no mês de março, considerando os pregões até a última sexta-feira. No acumulado do ano, a bolsa apresenta déficit de R$ 2,285 bilhões de investimentos de estrangeiros.

Incerteza europeia
Já na Europa, o fator Grécia prevaleceu para manter um clima instável nos mercados. Segundo a agência de classificação de risco Fitch, existe a possibilidade de um pedido de insolvência na Zona do Euro. Além disso, o relatório divulgado pela União Europeia mostrou ceticismo quanto ao impacto das medidas tomadas pelo governo grego acerca de seu rombo fiscal.

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Diante das incertezas em torno do velho continente, o dólar conseguiu registrar apreciação diante das principais divisas europeias, como o euro, a libra esterlina e o franco suíço.

Dólar a R$ 1,782
Voltando ao mercado doméstico, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7800 na compra e R$ 1,7820 na venda, baixa de 0,22% em relação ao fechamento anterior. 

Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,49% em março, frente à queda de 4,13% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,34%.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril  encerrou o dia cotado a R$ 1.789, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.794 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.796 frente à R$ 1.808 do fechamento de segunda-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7790000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,11% para maio de 2010, 0,02 ponto percentual abaixo do que foi visto no último fechamento.