Dólar comercial inverte tendência negativa e opera próximo a R$ 1,97

Se manter valorização, moeda chegará a segunda alta consecutiva; agenda de indicadores repercute na sessão

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SÃO PAULO – Após apresentar desvalorização frente ao real durante a manhã, o dólar comercial inverteu sua tendência negativa e opera nesta tarde em alta próxima de 0,7%. A volatilidade também se faz presente no mercado acionário, com o Ibovespa operando com queda em torno de 1,4%, após apresentar ganhos no início do dia. Wall Street segue a mesma linha de perdas.

A sessão conta com diversos números da economia norte-americana referentes ao mês de maio. Dos dados que agradaram o mercado, destaque para o Housing Stars, que mostrou um número de casas em início de construção bem acima do esperado no anualizado do mês, e o índice de preços ao produtor, que avançou menos do que o esperado pelos analistas. No entanto, o resultado da atividade industrial no mês não agradou naquele país. Tanto a produção industrial como a capacidade utilizada tiveram um recuo maior do que o projetado pelo mercado.

No âmbito interno, destaque para a Pesquisa Mensal do Comércio realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrando que o volume de vendas no varejo cresceu em 6,9% em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado.

Diferente da véspera, o Banco Central ainda não confirmou se irá intervir no mercado de câmbio, com a compra de divisas para formação de reserva. Na segunda-feira, a autoridade atuou pela vigésima sexta vez consecutiva, ajudando a pressionar o real em relação ao dólar.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial opera cotado a R$ 1,9660 na compra e R$ 1,9680

na venda, alta de 0,72% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,0500, representando um ágio de 4,27%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,35% em junho, frente
à baixa de 9,53% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,79%.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
opera cotado a R$ 1.971,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 1.957

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em alta,
atingindo R$ 1.9816 frente
à R$ 1.975 do fechamento de

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ontem.