Dólar comercial inverte sinal e segue em alta, mesmo com leilões do BC

No plano doméstico, ata do Copom é avaliada pelos investidores; lá fora, plano de Obama ameniza clima

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SÃO PAULO – Depois de operar em queda durante toda a manhã, o dólar comercial inverteu a tendência e segue operando em alta frente ao real nesta quinta-feira (18), refletindo a instabilidade dos mercados.

Ainda antes de a moeda iniciar o movimento de valorização, o Banco Central anunciou novos leilões de swap cambial. Porém, um dos lotes não teve nenhuma oferta aceita, enquanto os outros dois, que somavam 17.300 contratos, tiveram apenas 2.500 absorvidos. O total injetado foi de US$ 123,9 milhões.

O plano doméstico conta também com a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na qual o colegiado decidiu pela manutenção da Selic a 13,75% ao ano. Segundo o documento, os membros do comitê chegaram a discutir uma redução, mas as incertezas quanto ao cenário macroeconômico global falaram mais alto.

Lá fora, as atenções se dividem entre noticiário corporativo ruim, com a Chrysler paralisando suas operações por um mês, e o anúncio de que a equipe do presidente eleito dos EUA planeja injetar cerca de US$ 850 bilhões no país.

Confira as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3610 na compra e R$ 2,3630 na venda, alta de 0,34% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,5000, representando um ágio de 5,89% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,85% em dezembro, frente à alta de 7,41% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 33,05%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro opera cotado a R$ 2.369, enquanto o contrato com vencimento em fevereiro atinge R$ 2.390.