Dólar comercial inverte sinal da abertura e recua, mesmo com dados ruins nos EUA

Relatório de Emprego dos EUA mostra número elevado de desempregados; BC e front corporativo limitam pessimismo

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SÃO PAULO – O dólar comercial inverte o sinal da abertura e opera com leve queda nesta sexta-feira (7), sendo negociado próximo a R$ 2,18. A sessão conta com eventos de peso tanto no Brasil como nos EUA, além de uma movimentada pauta de resultados.

No front interno, o resultado de outubro do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi a principal referência do dia, com alta de 0,45% nos preços pesquisados. O grupo Alimentação voltou a impulsionar o resultado, que superou as estimativas contidas no Focus.

Relatório de Emprego

Há pouco, o governo dos EUA divulgou o Relatório de Emprego de outubro, mostrando números que a taxa de desemprego ficou em 6,5% no mês passado, percentual 0,4 ponto percentual acima da medição anterior.

Cerca de 240 mil pessoas perderam o emprego na passagem mensal, resultado superior aos 200 mil projetados pelo mercado. Entretanto, mesmo ruim, o volume veio inferior ao registrado no mês passado, quando quase 300 mil postos de trabalho foram fechados.

Sentido oposto

O desconforto foi amenizado, em parte, pelos números da cena corporativa, que conta com o resultado trimestral das Lojas Americanas no plano interno e, lá fora, chama atenção o aumento nas previsões de lucro da British Airways.

A ação do Banco Central brasileiro também é destaque, com mais uma oferta de swaps cambiais tradicionais. Devem ser movimentados até 20 mil contratos e as propostas serão acolhidas das 12h45 as 13h00, de forma semelhante à sessão anterior.

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Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1860 na compra e R$ 2,1880 na venda, baixa de 0,68% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,2500 na venda, representando um ágio de 2,93% em relação ao dólar comercial.