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SÃO PAULO – Reagindo às incertezas do mercado, o dólar comercial inverte a trajetória de queda observada na abertura e inicia a tarde desta terça-feira (7) com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 1,96.
Diante de desconfianças sobre a recuperação da economia mundial, os investidores ponderam a declaração de Laura Tyson, assessora de Barack Obama, que defendeu a necessidade de um novo plano de estímulo nos EUA.
A agenda econômica também é desfavorável, com o resultado do ICSC Retail Store Sales. O índice semanal, que avalia as vendas das maiores varejistas norte-americanas, apontou recuo de 4,3% no acumulado em junho.
Bolsas em queda
O cenário econômico ruim prejudica a renda variável desde cedo, com boa parte das bolsas operando em queda no começo da tarde. Há pouco, Frankfurt recuava 0,55%, enquanto em Paris a queda era de 0,79%.
No Brasil, a bolsa não consegue se descolar das estrangeiras e também tem queda acentuada, com o Ibovespa apontando baixa de 1,5%. O panorama interno conta com a possível elevação do rating brasileiro pela agência de classificação de risco Moody’s, números sobre a inflação e novas estimativas para a produção agrícola.
Por ora, o Banco Central ainda não confirmou se voltará a intervir no mercado cambial, através da compra de moeda estrangeira no mercado à vista. Na última segunda-feira, a autoridade realizou mais um leilão voltado para a formação de reservas.
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Mercado paralelo
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0700 na venda, representando um ágio de 5,67% em relação ao dólar comercial.