Dólar comercial interrompe trajetória descendente e fecha em forte alta

Após seqüência de sete sessões consecutivas em baixa, investidores promoveram ajuste na cotação da moeda

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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em forte alta nesta quinta-feira, com os investidores promovendo um movimento de ajuste na cotação da moeda, depois de uma seqüência de sete sessões consecutivas em queda.

A moeda operou em alta durante todo o dia, com investidores aguardando a decisão do Banco Central, a ser anunciada nesta tarde, sobre a realização ou não do leilão de swap cambial desta semana. Há oito semanas a autoridade monetária não realiza este tipo de operação, no entanto, a baixa cotação do dólar criara a expectativa de que a entidade pudesse retomá-las.

Captação no exterior

Neste contexto, nem a captação soberana de US$ 500 milhões em bônus com vencimento em 2019, desta terça-feira, foi capaz de conter a alta do dólar. Os recursos entrarão nas reservas brasileiras no próximo dia 15 de maio.

Com a operação desta sessão, o Tesouro Nacional já captou mais de 85% da meta de US$ 6 bilhões para o ano de 2005. Apesar da emissão, o risco país opera em alta nesta terça-feira, ilustrando o fraco desempenho dos títulos da dívida externa brasileira.

Desaceleração da inflação

Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) referente ao mês de abril. O índice apurou que a inflação desacelerou para 0,51% neste período, frente à variação positiva de 0,99% registrada em março. A expectativa do mercado, de acordo com o relatório Focus, era de uma inflação de 0,80% em abril.

A desaceleração deveu-se basicamente à menor alta dos preços no atacado, mas foi também insuficiente para impedir que o dólar não interrompesse sua trajetória descendente das últimas sessões.
Dólar fecha em alta

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O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4710 na compra e R$ 2,4740
na venda, forte alta de 1,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7590, representando um ágio de 11,66%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,14% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,75%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.494,
forte alta de 0,87% em relação ao fechamento
de R$ 2.472
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 0,92%,
atingindo R$ 2.527 frente
à R$ 2.504 do fechamento de
segunda-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,78% para julho de 2005, com queda de 0,04 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,66%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.