Dólar comercial interrompe sequência de três quedas e fecha cotado a R$ 1,76

Referências negativas dos EUA desanimaram os investidores; contudo, dólar manteve-se em queda frente euro, iene e libra

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SÃO PAULO – Ganhando forças diante dos sinais desfavoráveis da economia norte-americana, o dólar comercial conheceu sua primeira alta após três sessões consecutivas de queda, fechando nesta terça-feira (3) cotado na venda a R$ 1,76 – variação positiva de 0,51%.

Diante de referências negativas dos Estados Unidos – tanto na esfera econômica quanto na corporativa -, a aversão ao risco tomou conta dos mercados nesta sessão, contribuindo para que a moeda norte-americana ganhasse atratividade como investimento, tendo em vista seu caráter mais conservador. 

Contudo, apesar de ter registrado apreciação em relação ao real, o dólar seguiu em trajetória declinante frente a importantes divisas do mundo, como o iene, o euro e a libra esterlina. Com isso, o “dollar index”, índice que mensura o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, atingiu seu menor patamar desde abril durante o intraday desta terça-feira.

Referências do dia
Em um dia marcado pelo clima negativo no cenário externo, o volume de encomendas à indústria norte-americana registrou queda de 1,2% em junho, mais que o dobro do recuo de 0,5% projetado por analistas. No mercado imobiliário, o número de contratos de compra e venda de casas usadas nos EUA apresentou contração de 2,6% em junho. Já no âmbito inflacionário, o núcleo de índice de preços do país teve variação nula, ante expectativa de alta de 0,1%.

Na cena corporativa, a safra de divulgação de resultados segue em destaque e também não trouxe muitas referências positivas. A Procter & Gamble revelou vendas abaixo do esperado no segundo trimestre, período em que a Dow Chemicals somou um lucro líquido também inferior às expectativas. Por sua vez, a GM revelou crescimento de 5,4% em suas vendas de automóveis em julho. Ainda que positivo, o desempenho também revelou-se menor que o projetado pelos analistas.

No front doméstico, além da inflação abaixo do esperado do IPC-Fipe e do resultado trimestral do Itaú Unibanco (ITUB4), o Banco Central manteve ativas suas intervenções no mercado cambial à vista, ao realizar um novo leilão de compra de dólares. A operação ocorreu entre as 14h24 e as 14h34 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,76.

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Dólar a R$ 1,76
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7580 na compra e R$ 1,7600 na venda, alta de 0,51% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,23% em agosto, frente à baixa de 2,66% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,08%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro  encerrou o dia cotado a R$ 1.771, alta de 0,43% em relação ao fechamento de R$ 1.763 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta de 0,39%, atingindo R$ 1.783 frente à R$ 1.776 do fechamento de segunda-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7587000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,88 para outubro de 2010, 0,08 ponto percentual acima do que registrado no fechamento anterior.