Dólar comercial interrompe seqüência de quedas, mas fecha na casa dos R$ 2,25

Perspectivas de maiores quedas na Selic e intervenções do Banco Central impulsionaram a moeda norte-americana

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SÃO PAULO – Interrompendo uma seqüência de cinco desvalorizações consecutivas, o dólar comercial fechou em leve alta nesta terça-feira, mas continua operando na casa dos R$ 2,25. Os investidores reagem aos dados da Produção Industrial e às atuações do Banco Central no mercado de câmbio.

Segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Produção Industrial brasileira manteve a tendência de desaceleração da expansão da atividade, em bases anuais, o que aumenta as especulações de que o Copom (Comitê de Política Monetária) possa acelerar o ritmo do processo de redução do juro básico e impulsiona o dólar.

Sucesso no leilão de swap

Nesta terça-feira, o Banco Central realizou o vigésimo sexto leilão de swap cambial reverso consecutivo e vendeu 100% do total de 8.800 contratos ofertados. O volume financeiro foi de US$ 416,5 milhões.

O BC também comprou dólares no mercado à vista nesta terça-feira e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 14 propostas, com corte a R$ 2,2570.

Tesouro confirma captação

O Tesouro Nacional confirmou, nesta terça-feira, ter concedido um mandato para a emissão
de bônus no mercado externo, a primeira de 2006.

Os papéis terão vencimento em 2037 e, segundo operadores de mercado, teria sido captado US$ 1 bilhão.

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Vale destacar que a emissão faz parte do programa de captação de recursos para o biênio 2006-2007, que planeja conseguir cerca de US$ 9 bilhões.

Dólar encerra em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2558 na compra e R$ 2,2560

na venda, leve alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4700, representando um ágio de 9,50%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,88% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,88%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.275,
alta de 0,44% em relação ao fechamento
de R$ 2.265

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em alta de 0,22%,
atingindo R$ 2.290 frente
à R$ 2.285 do fechamento de
segunda-feira.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,55% para março de 2006, alta de 0,02 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,56%, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.