Dólar comercial interrompe seqüência de alta e opera em baixa nesta segunda-feira

Balança comercial acumula superávit de US$ 5,7 bilhões em 2002; mercado aguarda rolagem de títulos cambiais

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SÃO PAULO – O dólar comercial interrompeu a seqüência de cinco altas consecutivas e opera em baixa de 0,38% nesta segunda-feira, sendo cotado a R$ 3,141 na compra e R$ 3,148
na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
3,137, representando deságio de 0,13%
em relação ao dólar comercial.

BC dará seqüência à rolagem de cambiais

Na última sexta-feira, o BC conseguiu comprar apenas 6,99 mil contratos de swap cambial dos 40,5 mil ofertados, para rolagem de cerca de US$ 1,9 bilhão em cambiais que vencem no próximo dia 11. A autoridade monetária aceitou pagar taxas nominais de 31,19% ao ano para os contratos com vencimento em 1º de novembro e 32,93% ao ano para os títulos que vencem dia 2 de janeiro de 2003.
Nesta segunda-feira, o Banco Central volta ao mercado, já que conseguiu rolar apenas 53% do total de US$ 1,9 bilhão em cambiais que vencem na próxima quarta-feira. Para isso, a autoridade monetária ofertará 33,7 mil contratos de swap cambial, com vencimento em 1º de novembro deste ano, 2 de janeiro e 16 de julho de 2003.

Balança registra superávit de US$ 401 milhões na 1ª semana do mês

Na primeira semana de setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 401 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,261 bilhão e importações de US$ 860 milhões.

Com isso, o acumulado no ano atinge US$ 5,779 bilhões, devido aos US$ 38,287 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e aos US$ 32,508 bilhões destinados ao exterior para pagamento importações.

Armínio Fraga na Europa

No último sábado, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, esteve reunido com grandes bancos e seguradoras europeus e asiáticos na Basiléia, iniciando sua viagem pela Europa para tentar reatar a confiança dos investidores internacionais. Segundo Fraga, a reação dos bancos foi positiva e amanhã, Armínio segue para a Alemanha para conversar com bancos locais.
O Deutsche Bank divulgou uma análise, na última sexta-feira sobre o Brasil, considerando positivas as medidas do Banco Central para tentar minimizar o problema de escassez de dólares através de leilões de linhas comerciais. Porém, para o maior banco alemão, a situação política ainda preocupa visto que, apesar de ligeira recuperação de Serra nas pesquisas, o tucano segue ainda bem distante de Lula (PT), que ainda possui chances de ser eleito presidente no primeiro turno.
Finalmente, o Deutsche Bank citou a preocupação com a elevação da dívida pública brasileira, que atingiu históricos 61,9% do PIB (Produto Interno Bruto) ao final de julho, considerando o cumprimento da meta de superávit estipulado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) fundamental para redução da dívida pública.
Banco Votorantim quebra jejum e capta US$ 75 milhões no exterior

Após praticamente três meses de jejum no mercado de captações externas, o Banco Votorantim captou US$ 75 milhões, na última sexta-feira, através da emissão de eurobônus no mercado externo. Os papéis têm vencimento em 90 dias, devendo portanto ser resgatados antes que o novo presidente tome posse.
Os investidores serão remunerados à taxa de 7,25% ao ano o que, segundo o diretor da área internacional do banco, Milton Eggers, resultará um custo final de 9% ao ano considerando os impostos. Além de a emissão poder reabrir as portas do mercado de emissão externa, o custo da operação pode ser considerado baixo, visto que o cupom cambial de curto prazo está próximo de 30% ao ano.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
está sendo cotado a R$ 3.138,
baixa de 0,48% em relação ao fechamento
de R$3.153
da última sexta-feira.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:

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