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SÃO PAULO – Depois de uma longa seqüência de catorze sessões consecutivas em queda, o dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, acompanhando o cenário internacional e promovendo um movimento de ajuste.
Apesar da valorização desta sessão, analistas acreditam que a tendência da divisa ainda é de queda, enquanto o Banco Central se mantiver ausente das negociações do mercado de câmbio e a expectativa for de entrada de recursos no país.
Vale lembrar que a autoridade monetária brasileira não atua comprando dólares desde o dia 17 de março e há cinco semanas não realiza leilão de swap cambial. O mercado acredita que a entidade esteja focada no alcance das metas de inflação, colocando as quedas do dólar em segundo plano.
Cenário internacional
O movimento de alta do dólar verificado nesta quinta-feira foi basicamente resultado de pressões provenientes do mercado externo. Frente ao euro, o dólar mostrou apreciação, depois do Banco Central Europeu ter afirmado não enxergar sinais de aceleração do crescimento da região.
Além disso, houve uma diminuição no número de pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana, na semana terminada no dia 9 de abril, mostrando que o mercado de trabalho dos EUA não está se enfraquecendo, corroborando com o movimento de alta do dólar.
A interrupção da trajetória descendente da moeda norte-americana também esteve ligada à forte alta do risco país nesta quinta-feira. A escalada do indicador reflete o fraco desempenho dos títulos da dívida externa brasileira, o que estimula a saída de capitais do Brasil.
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Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,5750 na compra e R$ 2,5760
na venda, alta de 0,47% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8170, representando um ágio de 9,40%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 3,45% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,90%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.592,
alta de 0,50% em relação ao fechamento
de R$ 2.579
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte alta de 0,77%,
atingindo R$ 2.628 frente
à R$ 2.608 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,96 % para junho de 2005, com queda de 0,03 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,79%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.