Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial intensifica seu movimento de queda na tarde desta quarta-feira (1). Diferentemente do cenário visto pela manhã, as principais bolsas globais operam em alta, sendo a brasileira uma das com melhor desempenho.
No entanto, a quarta-feira apresenta sinais de aversão ao risco, em meio a rumores de que o governo dos EUA esteja favorável à concordata das montadoras General Motors e Chrysler, alegando ser a melhor atitude a ser tomada.
Ainda nos EUA, O ISM Index, que mede a produção industrial, ficou acima do esperado no mês de março, dando novos sinais de recuperação. O número de contratos de compra e venda de casas também teve avanço de 2,1% em fevereiro, embora os gastos com construção civil nos Estados Unidos tenham recuado 0,9% em fevereiro, acima da expectativa do mercado de 1,9% negativo.
Agenda doméstica
No âmbito interno, o Banco Central divulgou o fluxo cambial dos primeiros 20 dias úteis de março, que ficou negativo em US$ 968 milhões. O saldo financeiro apresentou déficit de US$ 2,87 bilhões, e o saldo comercial teve superávit de US$ 1,902 bilhão. No mesmo período em 2008, o fluxo de moeda havia ficado positivo em US$ 8,051 bilhões. No total do ano (de janeiro a 27 de março), o saldo é negativo em US$ 3,145 bilhões.
Por aqui também foi publicado o resultado da balança comercial, que registrou um saldo positivo de US$ 463 milhões na quarta semana de março, que teve cinco dias úteis, tendo registrado no período exportações da ordem de US$ 2,698 bilhões e importações de US$ 2,235 bilhões. No ano, o total acumulado avançou para US$ 3,012 bilhões.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reportou os números da atividade da indústria brasileira, que apresentou crescimento de 1,8% na passagem de janeiro a fevereiro.
Continua depois da publicidade
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2790 na compra e R$ 2,2810 na venda, forte baixa de 1,34% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,4500, representando um ágio de 7,50%
em relação ao dólar comercial.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,40%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
opera cotado a R$ 2.295,
forte baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.315
Continua depois da publicidade
da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em forte baixa,
atingindo R$ 2.311 frente
à R$ 2.334 do fechamento de
terça-feira.