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SÃO PAULO – Após duas sessões consecutivas de queda, o dólar comercial inicia a quinta-feira (28) com alta de 0,2%, sendo negociado a R$ 2,02. No começo do dia, o clima é de cautela na Europa, onde as bolsas operam em baixa.
A agenda de indicadores norte-americanos chama atenção dos investidores, que comentam a divulgação de dados sobre o mercado imobiliário, além de referências sobre o número de pedidos de auxílio desemprego e de encomendas de bens duráveis.
Na esfera corporativa, atenção à proximidade da concordata da General Motors e ao anúncio feito pela Rio Tinto, que aceitou reduzir em 33% o preço do minério de ferro vendido às siderúrgicas japonesas e à sul-coreana Posco. Com isso, aumentam as especulações sobre os termos a serem acertados entre as empresas e a Vale.
Pressão no câmbio
Diferente da última quarta-feira, o Banco Central não confirmou se realizará nova intervenção no mercado de câmbio, com a prática de leilões de moeda à vista. Na véspera, a autoridade atuou pela décima terceira vez consecutiva adquirindo divisas para formação de reservas.
Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, é possível que o dólar rompa o piso de R$ 2,00 por causa dos interesses por parte de investidores posicionados no mercado de derivativos. “Há também uma posição de US$ 3,4 bilhões em swaps cambiais reversos que vence no início da próxima semana , em que os players vendedores são credores de juro e o BC, credor da variação cambial positiva. Quanto maior a apreciação do real esta semana, maior será o ganho de quem vendeu moeda ao BC”, explica a especialista.
A agenda doméstica conta com o resultado de maio do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), elaborado pela Fundação Getulio Vargas, que apurou deflação de 0,07% no mês. O destaque para a queda ocorreu por parte dos preços no atacado, que encolheram 0,30%.
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Resultado acumulado
Apesar da variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 7,42%
neste mês de maio e uma desvalorização de 13,52% desde o início do ano.