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SÃO PAULO – Acompanhando a piora no humor dos mercados durante a tarde, o dólar comercial conseguiu inverter a trajetória relatada ao longo do intraday e fechou esta quinta-feira (17) com leve alta de 0,06%, sendo cotado na venda a R$ 1,791. É o primeiro dia de valorização da moeda nesta semana.
Na pauta econômica internacional, as referências negativas prevaleceram sobre as positivas, fato que ajudou a elevar a apreensão dos investidores à tomada de risco. Por outro lado, o sucesso na venda de títulos da dívida espanhola ajudou a manter o otimismo no Velho Continente. Em meio a essa instabilidade, prevaleceu no final do dia a apreciação da divisa norte-americana.
Por aqui, além da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e o discurso de Guido Mantega, ministro da Fazenda, vale destacar a nova intervenção do Banco Central no mercado cambial. Nesta quarta-feira, a autoridade monetária realizou mais um de seus leilões de compra, entre 12h11 e 12h21 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7836.
Referências internacionais
Nos EUA, prevaleceu o pessimismo na agenda econômica. Apesar do déficit em conta corrente ter ficado menor do que o esperado no primeiro quarto do ano, o total de novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada veio além das expectativas. Aliado a isso, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) exibiu deflação de 0,2% em maio, enquanto as projeções apontavam variação negativa de 0,1%.
Já na Europa, a Espanha conseguiu dissipar os temores de que o país não conseguiria realizar a emissão de títulos devido à forte desconfiança do mercado quanto à capacidade da economia local manter-se solvente. Durante a manhã, os espanhóis realizaram duas emissões de dívida pública, colocando no mercado € 3 bilhões em títulos de 10 anos e cerca de € 500 milhões em títulos de 30 anos. Embora o juro tenha sido mais elevado, o mercado reagiu favoravelmente à operação, demandando todos os papéis ofertados.
Como resposta, os principais índices acionários do velho continente fecharam esta quarta-feira (17) em alta.
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Ata do Copom e Mantega
Por aqui, a ata da última reunião do Copom, quando a autoridade elevou a taxa Selic para 10,25% ao ano, também ganhou destaque. Apoiando sua decisão nos indicadores econômicos divulgados desde abril, o comitê afirmou que “o conjunto de informações disponíveis evidencia continuidade da deterioração da dinâmica inflacionária na margem, embora em um ritmo menor”.
O dia também teve espaço para o discurso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante a reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). Dentre diversos assuntos abordados, Mantega falou sobre a posição de destaque que o real tem ganhado no mercado de derivativos. No primeiro trimestre, a moeda ficou apenas atrás do dólar em termos de posições em aberto. “Isso mostra a respeitabilidade e a segurança [do real]”, disse o ministro.
Dólar a R$ 1,791
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7890 na compra e R$ 1,7910 na venda, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,65% em junho, frente à alta de 4,78% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,86%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho encerrou o dia cotado a R$ 1.790, leve baixa em relação ao fechamento de R$ 1.797 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em a R$ 1.803 frente a R$ 1.805 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7887000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,45 para agosto de 2010, estável em relação ao que foi registrado na sessão anterior.