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SÃO PAULO – Em dia de forte volatilidade, o dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira praticamente estável (alta de 0,04%), com os investidores divididos frente ao cenário interno e externo.
Mercado dividido
Durante a maior parte do dia, a moeda norte-americana operou em alta diante da cautela dos investidores. Pela manhã, as atenções se voltaram para a divulgação do Relatório do Emprego nos Estados Unidos, que apontou a maior geração de postos de trabalho em sete meses. Foram 337 mil empregos criados, ante a projeção de criação 175 mil postos de trabalho no período.
Deste modo, os investidores passaram a especular sobre uma possível aceleração da taxa básica de juro dos EUA. Cenário este bastante desfavorável para os países emergentes, como o Brasil, já que pode provocar uma fuga de capitais destas economias, em função da maior atratividade dos ativos norte-americanos.
Outro ponto de foco foi o anúncio da aceleração do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe em outubro. Segundo a fundação, a inflação apontou alta de 0,62%, acima da registrada em setembro (0,21%) e levemente acima da estimativa de 0,55% do mercado. Tal movimento foi creditado ao item transportes, impulsionado pelo aumento dos combustíveis.
Contudo, a trajetória descendente de queda do petróleo observado em Nova York e Londres (baixa de 1%), amenizou a alta do dólar e desta forma dividiu os investidores próximo ao fechamento do pregão.
Dólar encerrou praticamente estável
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8180 na compra e R$ 2,8190
na venda, leve alta de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0720, representando um ágio de 9,01%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,36% em novembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,86%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.846,
leve baixa de 0,02% em relação ao fechamento de R$ 2.847 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou estável, atingindo R$ 2.894 frente ao fechamento de
quinta-feira.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,12% para janeiro de 2005, uma alta de 0,13 pontos percentuais em relação ao fechamento do último pregão. Já o contrato de maior liquidez, referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,30%, com alta de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.