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SÃO PAULO – Após ensaiar uma leve recuperação no final da manhã, o dólar comercial voltou a operar em queda nesta tarde, mas fechou muito próximo à estabilidade nesta quarta-feira (23).
A moeda norte-americana reagiu com variação quase nula às incertezas que guiam o mercado financeiro. O dólar segue no menor patamar desde maio de 1999.
Juro e arbitragem
Se por um lado, mais um dado de inflação veio a corroborar o viés de aperto monetário para a política monetária nacional, por outro, resultados corporativos positivos nos EUA deram margem à idéia de que os cortes no juro por lá vão cessar.
De acordo com o diretor da NGO Corretora, Sidnei Nehme, ainda há espaço para a moeda cair, mas “naturalmente, não há tanto quanto houve no ano passado, apesar de que ainda há um nível de risco aceitável. O aumento de volume de operações derivativas depende do nível de liquidez na BM&F”.
As operações de arbitragem na BM&F têm atraído investimento estrangeiro para o mercado interno, devido à noção de alargamento do diferencial de juro, o que vem influenciando na cotação do dólar.
Cenário externo
Enquanto a seguradora norte-americana Ambac reportou perdas de US$ 3,1 bilhões, decorrentes de problemas com títulos hipotecários, o Yahoo! apresentou forte avanço de 282% no lucro líquido do trimestre.
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Cenário interno
No plano doméstico, a terceira prévia do IPC-S, único dado de peso na pauta econômica do dia, registrou uma alta nos preços de 0,81%, apontando leve aceleração da inflação do País frente à sua medição anterior.
Ao mesmo tempo, o desempenho do dólar foi influenciado por especulações de que o Conselho Monetário Nacional aumentará o IOF sobre investimentos externos em renda fixa brasileira. Segundo analistas, tal medida pode obstruir o ingresso de divisas, embora de forma apenas marginal. O CMN se reúne nessa quinta-feira.
Leilão do BC
O Banco Central continua com as intervenções diárias no mercado de câmbio e realizou leilão de compra de dólares no segmento à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação teve início às 15h43 e terminou às 15h53. A taxa aceita ficou em R$ 1,6589.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6570 na compra e R$ 1,6590
na venda, leve baixa de 0,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8600, representando um ágio de 12,25%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 5,31% em abril, frente
à alta de 3,6% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,59%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 1.660,5
baixa de 0,15% em relação ao fechamento
de R$ 1.664
da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,17%,
atingindo R$ 1.671,9 frente
à R$ 1.673 do fechamento de
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ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6580.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,57% para junho de 2008, queda de 0,25 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.