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SÃO PAULO – Com a entrada de recursos, o dólar comercial fechou em queda nesta quinta-feira, pela quinta sessão consecutiva. A moeda apresentou certa volatilidade ao longo do dia, basicamente em função da formação da Ptax.
O bom desempenho do risco país durante esta tarde colaborou para o ingresso de recursos e conseqüentemente para a queda da moeda norte-americana. No cenário internacional, houve um aumento acima do esperado nos pedidos de auxílio desemprego nos EUA, amenizando as preocupações em relação a um aumento mais elevado do juro daquele país.
Apreensão no mercado
Ainda com o foco nos EUA, o mercado operou com certa apreensão, dado que na próxima sexta-feira será anunciado um dos mais importantes indicadores econômicos norte-americanos, o Relatório do Emprego do mês de março.
O temor é de que a divulgação de um aquecimento do mercado de trabalho dos EUA justifique o abandono do gradualismo na condução da política monetária pelo Federal Reserve, o que poderia impulsionar o dólar.
Ausência do BC
Analistas acreditam que a recente queda da moeda norte-americana está intrinsecamente relacionada à não intervenção do Banco Central no mercado de câmbio. Além de não atuar comprando dólares, a entidade optou, pela terceira semana consecutiva, por não realizar leilão de swap cambial, o que poderia impulsionar o dólar.
Neste sentido, nem a aceleração da inflação, apurada pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) foi capaz de conter a desvalorização da moeda frente ao real. O indicador registrou alta de 0,68% nos preços, frente à variação positiva de 0,64% do referencial anterior.
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Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,6650 na compra e R$ 2,6680
na venda, baixa de 0,34% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8190, representando um ágio de 5,78%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 3,09% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,57%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa de 0,37%,
atingindo R$ 2,698 frente
à R$ 2,708 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,20% para junho de 2005, com alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 4,00%, com alta de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.