Dólar comercial fecha em queda e renova mínima de começo de janeiro

Ajuda à Grécia teve boa repercussão nos mercados; por aqui, discursos, saldo comercial e intervenção do BaCen em pauta

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SÃO PAULO – Mantendo a mesma trajetória durante todo o dia, o dólar comercial fechou nesta segunda-feira (26) com forte queda de 1,02%, sendo cotado na venda a R$ 1,746 – menor cotação desde 11 de janeiro deste ano, quando encerrou valendo R$ 1,738. Sinais positivos emitidos pela Grécia e alta nos preços das commodities ajudaram a pressionar a moeda durante a sessão.

Embora a agenda internacional tenha sido pouco movimentada, a pauta doméstica contou com indicadores relevantes para o mercado cambial. É o caso da balança comercial, que registrou um saldo positivo de US$ 93 milhões na terceira semana de abril, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). 

Ainda por aqui, o relatório Focus voltou a trazer maiores projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano, indo de 5,81% para 6%. Contudo, a mediana das estimativas para o juro básico brasileiro seguiu a mesma trajetória, indo de 11,5% ao ano para 11,75% ao ano de uma semana a outra. 

Vale mencionar ainda que o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 12h00 e as 12h10 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7447. 

Ajuda à Grécia
No âmbito internacional, as atenções se voltaram para as novidades envolvendo o plano de ajuda envolvendo a Grécia. Após muita expectativa, Angela Merkel confirmou que o governo alemão ajudará os gregos. Mas, para isso, a chanceler da Alemanha espera ver um plano de ajuste fiscal de Atenas, que precisa ser aprovado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

“A Alemanha ajudará, mas primeiro deve haver as condições. Isso demorará alguns dias”, disse Merkel em breve discurso à imprensa. A notícia ajudou a instaurar um clima mais ameno nos mercados, pressionando as cotações da divisa norte-americana.

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Meirelles e Mantega
Ainda no front doméstico, as palavras de Henrique Meirelles e Guido Mantega ganharam repercussão. Falando a investidores em Nova York, o presidente do Banco Central do Brasil salientou a importância do próximo presidente da República em evitar manipulações do câmbio para manter a inflação sob controle.

“Se você tentar manipular o câmbio, tentar reduzir artificialmente, evidentemente a inflação vai subir e você terá uma surpresa inflacionária”, alertou Meirelles.

Também para os investidores em Nova York, o ministro da Fazenda falou sobre a preocupação existente sobre a estratégia dos países desenvolvidos, que pretendem tirar proveitos da desvalorização de suas moedas para estimular as exportações. “Se não houver melhor coordenação das políticas cambiais no G-20, tomaremos ação para brecar a apreciação do real”, disse Mantega.

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Dólar a R$ 1,746
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7440 na compra e R$ 1,7460 na venda, forte baixa de 1,02% em relação ao fechamento anterior.

Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,97% em abril, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,28%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio  encerrou o dia cotado a R$ 1.747, baixa de 0,71% em relação ao fechamento de R$ 1.760 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,62%, atingindo R$ 1.759 frente à R$ 1.770 do fechamento de sexta-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7440000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,91% para junho de 2010, 0,21 ponto abaixo do que foi visto no último fechamento.