Dólar comercial fecha em queda e renova menor patamar em sete anos

Sob expectativa de nova redução na Fed Funds Rate, moeda dá seqüência à trajetória de desvalorização

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SÃO PAULO – Na segunda-feira (29), o dólar comercial fechou em baixa de 0,73%, a R$ 1,756, renovando sua menor cotação em sete anos e meio.

A oscilação da moeda refletiu o cenário externo tranqüilo por todo o dia, com os principais índices europeus e norte-americanos marcando alta.

Tal otimismo foi sustentado pelas crescentes expectativas de um novo corte de 25 pontos-base no juro básico dos EUA na próxima quarta-feira (31), o que tende a aumentar ainda mais o fluxo de investimentos estrangeiros.

BC compra dólares

No âmbito interno, o Banco Central realizou novamente compra de dólares à vista, via leilão, fixando a taxa de corte em R$ 1,7560. Segundo fontes de mercado, ao menos sete propostas foram acatadas.
Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7540 na compra e R$ 1,7560

na venda, baixa de 0,73% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0700, representando um ágio de 18,02%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 4,25% em outubro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,83%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.756,
baixa de 0,73% em relação ao fechamento
de R$ 1.769

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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,91%,
atingindo R$ 1.761 frente
à R$ 1.777 do fechamento de
sexta-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,7540.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,05% para dezembro de 2007, alta de 0,04 pontos percentuais em relação à cotação do último ajuste.