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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a fechar em queda nesta quarta-feira, tendo atingido o menor patamar em mais de três anos e ameaçado romper a barreira psicológica dos R$ 2,35.
Segundo analistas, caso o Banco Central não volte a atuar no mercado de câmbio doméstico e a crise política não impacte sobre a economia, a tendência ainda é de que a moeda norte-americana siga se desvalorizando, em função das recentes captações soberanas e corporativas, do spread entre os juros interno e externo e do bom desempenho da balança comercial brasileira.
PIB norte-americano tranqüiliza
Pela manhã, foram divulgados os dados do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, os quais tranqüilizaram o mercado. A economia norte-americana avançou 3,8% nos primeiros três meses do ano, ficando levemente acima das expectativas de crescimento, de 3,7%, e dos 3,5% divulgados anteriormente.
Além disso, a ausência de grandes novidades do front político e os sinais de deflação no cenário doméstico pressionaram a moeda norte-americana. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do mês de junho apurou deflação de 0,44%, acumulando a segunda queda mensal consecutiva nos preços.
Por fim, a decisão do Banco Central na última terça-feira de não realizar leilão de swap cambial pela décima sexta semana consecutiva contribuiu para a desvalorização do dólar nesta sessão.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3530 na compra e R$ 2,3540
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na venda, baixa de 0,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7400, representando um ágio de 16,45%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,04% em junho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,27%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 2.387,
estável em relação ao fechamento
da última terça-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em baixa de 0,46%,
atingindo R$ 2.387 frente
à R$ 2.398 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,55% para agosto de 2005, com alta de 0,10 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,55%, com alta de 0,06 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.
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