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SÃO PAULO – Mesmo com os principais mercados globais apresentando certa melhora no clima pessimista visto nas últimas semanas e nova intervenção do Banco Central, o dólar comercial fechou em nova alta nesta segunda-feira (4), repetindo o sinal da última sessão da semana passada.
Lá fora, uma redução registrada nas taxas interbancárias sustentava novas altas nas bolsas, com fortalecimento do otimismo com os resultados do Société Générale. Porém, após a divulgação de indicadores norte-americanos ruins, o desempenho positivo encontra dificuldade de se manter.
Os gastos com construção de imóveis nos EUA apresentaram um recuo de 0,3% em setembro, menor que o esperado pelo mercado, enquanto o ISM Index surpreendeu com 38,9 pontos em outubro, a maior queda mensal no nível industrial dos últimos 26 anos.
Intervenção do Banco Central
Para tentar segurar a valorização da divisa norte-americana frente ao real, o BC interveio mais uma vez com a realização de leilões de contratos de swap cambial tradicional. Dos 22 mil contratos ofertados, 15 mil foram absorvidos, movimentando um total de US$ 838,3 milhões.
Indicadores brasileiros
O relatório Focus mostrou projeções de que a Selic encerre 2008 a 13,75% anuais. A inflação deve continuar elevada, com a mediana das estimativas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 6,31% para 2008. O dólar, por sua vez, é esperado a R$ 2,00 para o fim de 2008 e de 2009, superando os números trazidos na edição passada do Focus.
A balança comercial também chamou atenção, com o superávit de US$ 1,2 bilhão no mês de outubro, valor inferior ao mostrado em setembro, de US$ 2,7 bilhões. E o cenário corporativo completou a cena, com o anúncio de fusão entre Itaú e Unibanco, formando um dos maiores bancos das Américas em valor de mercado.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1660 na compra e R$ 2,1680 na venda, alta de 0,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,2500, representando um ágio de 3,88% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,37% em novembro, frente à alta de 13,33% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 22,07%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.195, em relação ao fechamento de R$ 2.173 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou cotado a R$ 2.204.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1670000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,25% para dezembro de 2008, 0,15 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.