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SÃO PAULO – O dólar comercial terminou esta terça-feira (6) em leve alta face ao real, acompanhando realização de lucros no mercado interno, e a conseqüente redução no fluxo de investimentos estrangeiros.
O mercado externo demonstrou recuperação durante a tarde, o que contribuiu para que a alta da moeda norte-americana não fosse tão ampla quanto a observada no início das negociações. Pouco antes do fechamento, a cotação chegou a estar em território negativo.
Também reduzindo o avanço nesta jornada, esteve outra disparada nos preços internacionais de commodities.
Governo
Aumentaram especulações de que o governo brasileiro possa implementar medidas que afetem o câmbio, na tentativa de valorizar o real. Uma delas seria a criação de um fundo soberano, que absorveria boa parte do fluxo em moeda estrangeira no País. Outra seria a diminuição nas tarifas de exportação.
Sobre a questão, no início desta tarde, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o fundo soberano programado pelo governo não tem o objetivo de enxugar a oferta de dólares no mercado interno. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que quaisquer medidas para conter o câmbio estejam sendo estudadas.
Dólares na Bovespa
Entre os dados avaliados pelo mercado, esteve o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros para o mercado de ações brasileiro, que no acumulado de 2008 até abril estava positivo em R$ 5,245 bilhões.
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Apenas em abril, o saldo de negociações dos investidores estrangeiros na Bovespa ficou positivo em R$ 6,007 bilhões.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de aquisição de dólares no segmento à vista, entre 15h07 e 15h17, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) a operação ocorreu entre15h26 e 15h36. A taxa aceita foi de R$ 1,6579.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6600 na compra e R$ 1,6620
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na venda, alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8800, representando um ágio de 13,25%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,06% em maio, frente
à baixa de 5,07% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,42%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 1.671,
leve alta de 0,15% em relação ao fechamento
de R$ 1.668
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em avanço de 0,06%,
atingindo R$ 1.683 frente
à R$ 1.684 do fechamento de
segunda-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,660.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,58% para julho de 2008, ganho de 0,08 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.