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SÃO PAULO – O dólar fechou esta terça-feira com leve alta de 0,19%, depois de operar durante o dia com forte volatilidade. A moeda norte-americana começou o dia operando em forte alta, afetado pelo anúncio de que a agência de classificação de risco, Moody’s, decidiu rebaixar o rating dos títulos da dívida pública brasileira. Durante as negociações a trajetória de alta do dólar foi se desacelerando, chegando até a operar em queda no final do pregão.
Moody’s rebaixa rating da dívida pública
A Moody’s rebaixou o ratingdos títulos da dívida pública brasileira em um degrau de “B1” para “B2”, e de depósitos bancários em moeda estrangeira, de “B2” para “B3”. Além disso, a agência reduziu a nota dos títulos da dívida brasileira em reais, de “B1” para “B2”, alegando que a decisão foi tomada em função da elevação do risco de calote devido ao quadro sucessório brasileiro.
Seguindo a mesma tendência, o banco de investimentos norte-americano Morgan Stanley reduziu a recomendação de compra dos títulos brasileiros de market perform para under perform, afirmando que apenas um superávit primário da ordem de 4,5% a 5% do PIB seria capaz de estabilizar o crescimento da dívida pública brasileira.
Também circularam rumores de que o Banco Central teria realizado intervenções no mercado cambial para conter a forte alta do dólar, que se observava depois do anúncio da Moody’s e do Morgan Stanley. A autoridade monetária não confirmou tal operação, mas especula-se que foram realizadas duas operações no mercado a vista.
O forte nervosismo do mercado, e suas dúvidas se o próximo governo cumprirá o acordo com o FMI fez com que o presidente Fernando Henrique Cardoso convidasse os quatro principais candidatos à Presidência para encontros neste mês. FHC discutirá os empréstimo de US$ 30 bilhões fechado com o Fundo, os outros elementos do acordo, e o processo de transição presidencial.
Dólar sobe 0,19% e fecha cotado a R$ 3,16
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1520 na compra e R$ 3,1600
na venda, alta de 0,19% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1160, representando um deságio de 1,14%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 9,06% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 36,50%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 3.148,
alta de 0,16% em relação ao fechamento
de R$ 3.143
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em baixa de 0,32%,
atingindo R$ 3.101 frente
a R$ 3.111 do fechamento de
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ontem.