Dólar comercial fecha em forte queda e renova sua mínima desde 6 de janeiro

Foi a quarta queda seguida da moeda; resultado do fluxo de estrangeiros na bolsa e leilão de dólares pelo BC influenciaram

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SÃO PAULO – O dólar comercial apresentou nesta sexta-feira (3) sua quarta desvalorização consecutiva e fechou com forte queda de 1,08%, sendo cotado a R$ 2,205 na venda. Assim, a moeda renovou seu menor patamar desde o dia 6 de janeiro. Em tal data, a divisa norte-americana terminou a sessão valendo R$ 2,179.

Mesmo com o mercado global apresentando pressão pela realização de lucros, em decorrência dos bons resultados acumulados nos últimos pregões e influenciado pelos indicadores da economia norte-americana, o leilão em moeda estrangeira realizado pelo Banco Central brasileiro e o aumento no saldo de capital estrangeiro na BM&F Bovespa ajudaram a manter a desvalorização do dólar frente ao real.

Vale ressaltar que a moeda dos EUA teve queda também em relação às principais divisas europeias, como o franco suíço, a libra esterlina e o euro.

Destaques domésticos

Por aqui, o Banco Central brasileiro realizou o leilão de empréstimo em moeda estrangeira para as instituições financeiras. Foram aceitas 14 propostas no total de US$ 1,254 bilhão, aquém dos US$ 2 bilhões ofertados pelo BC. As instituições bancárias buscam com o leilão ampliar suas ofertas de empréstimos e quitar dívidas lastreadas em dólar.

O saldo do fluxo dos investidores estrangeiros na BM&F Bovespa aumentou para R$ 1,44 bilhão em março, dando sequência ao desempenho de fevereiro. Durante o último mês, as compra somaram cerca de R$ 30,908 bilhões, contra R$ 29,467 bilhões de vendas.

Economia norte-americana

Nos EUA, o Employment Report apresentou fracos números acerca do mercado de trabalho dos EUA, mas que já eram esperados pelo mercado. A quantidade de vagas diminuiu pela décima quinta vez consecutiva, sendo que março teve perda de 663 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego em linha com as expectativas, em 8,5%. É a maior relação de desempregados em 25 anos.

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Já ISM Services, que mede o desempenho do setor de serviços na maior economia do mundo, ficou abaixo das projeções em sua medição de março.

A agenda norte-americana apresentou ainda a diminuição para as taxas de longo prazo referentes ao refinanciamento de hipotecas, que registraram um recuo recorde na última semana pela segunda vez consecutiva, alcançando o patamar de 4,78%, relembrando as alíquotas de 1971.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2030 na compra e R$ 2,2050

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na venda, forte baixa de 1,08% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4500, representando um ágio de 11,21%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 4,63% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,65%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.222,
forte baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.243

da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte baixa,
atingindo R$ 2.234 frente
à R$ 2.262 do fechamento de
quinta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2050000

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FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,25% para maio de 2009, variação nula em relação ao fechamento anterior.