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SÃO PAULO – A perspectiva de ingressos de recursos voltou a pressionar o dólar e a moeda norte-americana fechou em forte queda frente ao real nesta Quarta-feira de Cinzas, voltando a dar sinais de que pode romper a barreira dos R$ 2,10 em breve.
Na véspera, a agência internacional de classificação de risco Standard & Poor´s elevou o rating de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira de “BB-” para “BB”, citando avanços nos indicadores da dívida externa do país.
A decisão já havia sido apreçada em alguns ativos brasileiros, visto que o mercado já aguardava uma melhora na nota do país. Entretanto, a elevação do rating soberano cria um cenário ainda mais favorável à entrada de capitais no país, o que tende a levar a taxa de câmbio para baixo.
BC ausente do mercado de derivativos
Outro fator que pode também ter influenciado a valorização do real nesta quarta-feira foi a ausência do Banco Central das negociações no mercado de derivativos. O BC, após uma longa seqüência diária de realização dos leilões de swap cambial reverso, não realizou este tipo de operação nesta sessão.
Entretanto, a entidade voltou a atuar no mercado à vista de câmbio, por meio da compra de dólares. Segundo fontes de mercado, o BC teria aceitado 19 propostas, com taxa de corte de R$ 2,118.
Dólar em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1158 na compra e R$ 2,1160
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na venda, forte baixa de 1,17% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 8,71%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,17% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,91%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.142,
forte baixa de 0,86% em relação ao fechamento
de R$ 2.136
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,78%,
atingindo R$ 2.158 frente
à R$ 2.161 do fechamento de
sexta-feira.