Dólar comercial fecha em forte queda, assimilando elevação da Selic

Moeda norte-americana recua forte, mesmo com a aceleração do IGP-10 de março; BC não atuou nesta quinta-feira

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SÃO PAULO – Em queda pela segunda sessão após acumular sete altas consecutivas, o dólar comercial encerrou os negócios desta quinta-feira em forte baixa. Ainda assim, o desempenho da moeda no mês de março segue positivo, em 5,1%.

O mercado analisa a elevação do juro básico brasileiro na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), realizada na última quarta-feira. A entidade reajustou a taxa Selic em 50 pontos base, para 19,25% ao ano.

BC ficou de fora nesta quinta-feira

O Banco Central não atuou nesta quinta-feira, como vinha ocorrendo quase que diariamente desde a retomada dos leilões em dezembro. Após o cancelamento do leilão de swap cambial na sessão de quarta-feira, o mercado acredita que o banco pode estar reduzindo o ritmo das intervenções no mercado, dada a atual cotação da moeda e a preocupação com a meta inflacionária.

Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) de março, que apurou inflação de 0,67% no período, acima da última medição, que registrou variação de 0,31% dos preços. A aceleração dos índices foi um dos fatores considerados pelo Copom na reunião da última quarta-feira.

FMI: decisão ainda não está tomada

No cenário político, o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, reafirmou que o governo ainda não possui uma posição definida em relação à renovação do acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). A discussão vem sendo travada no Planalto há algumas semanas, e para grande parte da equipe econômica esta é uma boa oportunidade para mostrar que o país já pode andar com suas próprias pernas.

O secretário também aproveitou a entrevista para defender a elevação da taxa Selic, que novamente foi bastante atacada por vários segmentos do setor produtivo. Para Levy, a atitude do Copom busca criar uma compatibilidade entre a taxa de crescimento da oferta e da demanda e não “mata” os investimentos.

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Dólar comercial fecha em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7180 na compra e R$ 2,7210
na venda, forte baixa de 1,52% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8530, representando um ágio de 4,97%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 5,14% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,56%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.732,
forte baixa de 1,66% em relação ao fechamento
de R$ 2.778
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,20%,
atingindo R$ 2.767 frente
à R$ 2.800 do fechamento de

ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,05% para maio de 2005, com alta de 0,20 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,95%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.

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