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SÃO PAULO – Na véspera de acontecimentos importantes para a economia brasileira, o dólar comercial fechou em alta de mais de 1,5%, apesar da atuação do Banco Central nesta terça-feira.
Pela primeira vez desde 2004, o BC realizou um leilão de swap cambial tradicional, no qual oferece a variação da taxa de câmbio e recebe juros, mas a operação não foi o suficiente para conter a valorização da moeda.
Agenda cheia na quarta-feira
Na próxima quarta-feira, sai a ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária dos EUA. O documento deve trazer pistas sobre o rumo do juro no país e é bastante aguardado.
E no início da noite, o Copom (Comitê de Política Monetária) decide a nova taxa básica de juros da economia brasileira e deve centrar as atenções do mercado durante as negociações da próxima quarta-feira.
Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3090 na compra e R$ 2,3100
na venda, forte alta de 1,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3750, representando um ágio de 2,86%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 10,63% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,56%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.310,
forte alta de 1,49% em relação ao fechamento
de R$ 2.276
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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 1,65%,
atingindo R$ 2.335 frente
à R$ 2.297 do fechamento de
ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,3220.