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SÃO PAULO – Refletindo o bom desempenho da balança comercial brasileira, o dólar comercial fechou em queda nesta segunda-feira, no menor patamar desde maio de 2002. Pela manhã, promovendo um movimento de ajuste após a forte desvalorização da última sexta-feira, a moeda norte-americana chegou a subir, mas perdeu forças ao longo da sessão e retomou a trajetória descendente verificada na semana passada.
A ausência do Banco Central das negociações do mercado de câmbio e o fluxo positivo seguem pressionando a cotação da moeda norte-americana, no entanto, analistas acreditam que as recentes apreciações do real podem influenciar a autoridade monetária a voltar a intervir no mercado de câmbio doméstico.
Superávit comercial
O saldo da balança comercial brasileira acumulado na quarta semana de abril atingiu US$ 750 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,726 bilhões e importações de US$ 976 milhões.
No acumulado do ano, a balança comercial registrou superávit de US$ 11,357 bilhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 31,322 bilhões e importações de US$ 19,965 bilhões, evidenciando a forte entrada de capitais no país.
Além do bom desempenho comercial brasileiro, a queda no risco país, verificada ao longo desta segunda-feira, contribuiu para a desvalorização do dólar frente ao real, uma vez que a menor percepção de risco estimula a entrada de recursos.
Aumento das projeções para a inflação
Neste contexto, nem mesmo a elevação das projeções para a inflação, evidenciada pelo relatório Focus do Banco Central, foi capaz de impulsionar a demanda pelo dólar nesta sessão. A mediana das projeções do mercado para a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) anual subiu de 6,10% para 6,15%.
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Por outro lado, outro aspecto interessante mostrado pelo relatório foi que o mercado elevou as estimativas para superávit da balança comercial deste ano, de US$ 33 bilhões para US$ 33,85 bilhões, superando pela primeira vez o superávit recorde de US$ 33,67 bilhões registrado no ano passado.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,5200 na compra e R$ 2,5230
na venda, baixa de 0,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7930, representando um ágio de 10,83%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 5,43% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,90%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.529,
baixa de 0,65% em relação ao fechamento
de R$ 2.545
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,54%,
atingindo R$ 2.562 frente
à R$ 2.576 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,73% para junho de 2005, com alta de 0,18 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,65%, com alta de 0,05 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.
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