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SÃO PAULO – Após apresentar desvalorização durante boa parte da sessão, o dólar comercial inverteu sua tendência durante a tarde e fechou esta terça-feira (16) em alta pela segunda vez consecutiva, valorizando-se 0,51% frente ao real, sendo cotado na venda a R$ 1,964. Tal volatilidade vista no câmbio também esteve presente no mercado acionário.
Mesmo com a retomada do dólar frente ao real, o Banco Central do Brasil não deixou de realizar suas constantes compras da moeda norte-americana em leilão no mercado à vista, sendo esta a vigésima sétima operação consecutiva realizada pela autoridade monetária. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h51 e terminou às 16h01 (horário de Brasília) e a taxa aceita foi de R$ 1,9655.
Indústria norte-americana preocupa
Apesar do Housing Stars ter mostrado um número de casas em início de construção bem acima do esperado no anualizado de maio e o índice de preços ao produtor ter avançado menos do que o esperado pelos analistas no mesmo mês, o resultado da atividade industrial preocupa os investidores. Tanto a produção industrial como a capacidade utilizada tiveram um recuo maior do que o esperado pelo mercado no mês passado.
Da agenda doméstica, foi realizada a Pesquisa Mensal do Comércio pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrando que o volume de vendas no varejo cresceu em 6,9% em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado. Em relação a março, o indicador apontou retração de 0,2%.
Também por aqui, o resultado do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), referente à segunda semana do mês, mostrou uma inflação de 0,29%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas. Destaque para a diminuição no preço dos alimentos (-0,04%).
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9620 na compra e R$ 1,9640
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na venda, alta de 0,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0900, representando um ágio de 6,52%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,56% em junho, frente
à baixa de 9,53% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,96%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 1.973,
forte alta de 0,79% em relação ao fechamento
de R$ 1.957
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em alta de 0,63%,
atingindo R$ 1.988 frente
à R$ 1.975 do fechamento de
ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,96350000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,46% para agosto de 2009, 0,06 ponto percentual acima do fechamento anterior.