Dólar comercial fecha em alta, em dia de forte volatilidade

Após operar a maior parte do dia em baixa, alta do petróleo impulsiona a cotação da moeda norte-americana

Publicidade

SÃO PAULO – Pelo segundo dia consecutivo, a moeda norte-americana encerra em alta em mais um pregão marcado pela forte volatilidade.

Durante a maior parte do pregão, o dólar operou em baixa, com o mercado otimista com a demissão do presidente do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), fortalecendo o grupo mais conservador em termos de política monetária dentro do Governo Federal.

Outro fato de otimismo foi a declaração de Alan Greenspan do Fed, criticando os elevados déficts orçamentários dos Estados Unidos registrados nos últimos anos. Contudo, a trajetória de forte alta do petróleo nos principais mercados, com as dificuldades das exportações iraquianas, impulsionaram a cotação do dólar.
Deste modo, os investidores se posicionaram defensivamente, o que impulsionou o dólar.

Dólar encerra em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7830 na compra e R$ 2,7860 na venda, alta de 0,29% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0290, representando um ágio de 8,84% em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,52% em novembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,00%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta

Continua depois da publicidade

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.796, alta de 0,22% em relação ao fechamento de R$ 2.790 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em alta de 0,23%, atingindo R$ 2.835 frente à R$ 2.828 do fechamento de ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,58% para janeiro de 2005, uma alta de 0,04 pontos percentuais em relação ao fechamento do último pregão. Já o contrato de maior liquidez, referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,69%, com queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.