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SÃO PAULO – Diante do cenário de aversão ao risco que se manteve ao longo do dia, o dólar comercial fechou nesta segunda-feira (6) em expressiva alta de 0,63%, sendo cotado a R$ 2,219, interrompendo assim uma sequência de quatro sessões consecutivas em queda. A moeda norte-americana também apresentou valorização frente as principais divisas do mundo, como o euro, a libra esterlina, o franco suíço e o iene.
No cenário doméstico, a divulgação do saldo positivo de US$ 588 milhões da balança comercial na primeira semana de abril foi destaque. Foram registradas exportações da ordem de US$ 1,751 bilhão e importações de US$ 1,163 bilhão.
Também por aqui, a divulgação da edição atualizada do relatório Focus feita pelo Banco Central teve forte repercussão. Nele, a mediana de projeções do PIB (Produto Interno Bruto) recuou pela quinta semana consecutiva, indo de estabilidade para recuo de 0,19%, o que reforça o receio do mercado brasileiro diante das consequências que a crise financeira ainda pode trazer ao País.
Ainda no documento, a projeção para a produção industrial é de forte retração, encolhendo 3,06% em 2009. Já as estimativas para a balança comercial subiram pela terceira vez seguida, indo dos US$ 14 bilhões projetados no último relatório para US$ 14,5 bilhões.
Importante ainda destacar que, com as negociações no mercado cambial encerradas, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s reafirmou os ratings de crédito soberano de curto e longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local do Brasil.
Mercados externos
Dentre os destaques corporativos internacionais que influenciam a tomada de decisões de investimento, a redução da recomendação de bancos nos EUA trouxe maior prudência ao mercado. De acordo com Mark Mayo, analista da Calyon Securities, as instituições foram indicadas como “underweight” ou classificadas com sugestão de “venda” por conta das ações governamentais não terem surtido o efeito esperado.
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Apesar do anúncio de uma possível concordata da General Motors pelo seu CEO (Chief Executive Officer) ter deixado os investidores temerosos, a divulgação da Ford Motor da redução em 38% do seu volume de dívidas fez com que suas ações disparassem em Wall Street.
Ainda nos EUA, o abandono da proposta de compra feita pela IBM à Sun Microsystems também repercutiu no mercado global.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2170 na compra e R$ 2,2190
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na venda, alta de 0,63% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4500, representando um ágio de 10,51%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 4,02% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,05%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.232,
alta em relação ao fechamento
de R$ 2.225
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 2.247 frente
à R$ 2.234 do fechamento de
sexta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2180000
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,45% para maio de 2009, 0,20 ponto percentual acima do fechamento anterior.