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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou a quinta-feira (17) em alta de 0,72%, cotado a R$ 1,686, sendo a terceira alta seguida, que levou, assim, a moeda ao maior patamar desde 11 de janeiro, quando fechou a R$ 1,687. As especulações de que o Ministério da Fazenda anunciará novas medidas cambiais voltaram a mexer com os ânimos do mercado, embora negadas por Guido Mantega. É válido destacar que o dólar operou em queda ou próximo da estabilidade na maior parte do pregão, ganhando força de alta mais perto do fechamento.
O Banco Central voltou a realizar um leilão para a compra de dólares no mercado à vista, tendo realizado essa operação entre às 15h51 e às 15h56 (horário de Brasília). A taxa de corte foi aceita em R$ 1,6845.
No meio da luta contra a apreciação do real, os rumores sobre as supostas novas medidas no câmbio, que o ministério da Fazenda pode anunciar em breve, continuaram ganhando força e mexendo com os ânimos dos investidores. Os rumores circulando tratam de que “fontes próximas ao governo” teriam dito que o anúncio está próximo. Todavia, o ministério da Fazenda tem negado os rumores, afirmando através de sua assessoria que não há qualquer previsão para divulgação de medidas cambiais e que as notícias são apenas especulações.
Japão
O cenário internacional deu trégua, com o sentimento de aversão ao risco diminuindo consideravelmente após a decisão dos ministros das finanças das nações que compõem o G-7 em promover uma reunião para discutir a situação do país. A reunião, que será realizada nesta sexta-feira, deverá discutir a situação da moeda japonesa, o iene, que vê a sua maior apreciação em relação ao dólar desde a Segunda Guerra Mundial.
A crise na usina nuclear de Fukushima Daiichi, que tanto assombrou os mercados, também parece estar dando sinais de melhora, após a Tokyo Electric Power afirmar que seus esforços em prevenir que o reator derretesse têm tido sucesso. As operações incluem bombardeamento de água do mar e a restauração de 1,5 quilômetros de cabos.
Indicadores norte-americanos
A agenda de indicadores econômicos foi farta nos Estados Unidos, onde foi divulgado o indicador que mede o número de novos pedidos de seguro-desemprego no país, o Initial Claims, registrando 385 mil novos pedidos na semana até 13 de março, alinhado com as estimativas do mercado, que giravam em torno de 386 mil.
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Também repercutiu positivamente a melhora da atividade manufatureira na região da Filadélfia, que apontou aumento de 35,9 em fevereiro para 43,4 neste mês.
Já alguns outros indicadores decepcionaram, como a produção industrial, que teve queda de 0,1% em fevereiro, depois do avanço de 0,3% em janeiro. A utilização da capacidade da indústria ficou em 76,3% no mês anterior, ante o total de 76,4% visto no primeiro mês de 2011. O CPI (Índice de preços ao consumidor) também decepcionou, registrando avanço de 0,5% nos preços em fevereiro, ante os 0,4% esperados pelo mercado. O Leading Indicators, que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra e permissões para construção, teve variação positiva de 0,8%, abaixo das projeções (1,0%) do mercado.
Dólar fecha em alta de 0,72%, cotado à R$ 1,686 na venda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6840 na compra e R$ 1,6860 na venda, alta de 0,72% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,38% em março, frente à baixa de 0,66% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,19%.
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Dólar futuro na BM&F também em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril, segue o dia cotado a R$ 1,689, alta de 0,39% em relação ao fechamento de R$ 1,683 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em alta de 0,30%, atingindo R$ 1,699 frente à R$ 1,694 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6825000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,59 para maio de 2011, 0,10 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.