Dólar comercial fecha em alta de 0,5% e interrompe sequência de três quedas

Intervenção do BC contribui para solidificar tendência; discurso de Meirelles e indicadores dos EUA repercutem

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SÃO PAULO – Após fechar por três sessões consecutivas no vermelho – chegando ao menor patamar desde setembro do ano passado -, o dólar comercial reagiu nesta quinta-feira (17) e encerrou as negociações com valorização de 0,5%, sendo cotado a R$ 1,809.

O Banco Central voltou a intervir no câmbio e contribuiu para solidificar a tendência de valorização da moeda norte-americana. O leilão de compra de dólares no mercado à vista foi realizado entre às 11h28 e às 11h38 (horário de Brasília), momento no qual a divisa beirava a estabilidade. No entanto, após a operação, que teve uma taxa aceita em R$ 1,8046, o dólar retomou sua movimentação ascendente.

Com a agenda doméstica pouco movimentada, ganharam destaque as palavras do presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmando que o governo está olhando com seriedade para a questão da competitividade do setor de exportação. Meirelles destacou a correlação entre o real e as commodities, tendo em vista que as descobertas no pré-sal podem fazer do Brasil um grande exportador.

Agenda internacional

Os mercados, que registraram forte volatilidade durante as negociações, analisaram os dados divulgados pela economia norte-americana. O número de pedidos de auxílio-desemprego ficou abaixo do esperado na última semana, assim como a atividade industrial na Filadélfia registrou expansão durante o mês de setembro.

O setor imobiliário da principal economia do mundo também ganhou repercussão. O Housing Starts, indicador que mede o número de casas em início de construção, veio acima do esperado no anualizado de agosto, ao registrar 598 mil casas, enquanto a expectativa do mercado indicava 583 mil.

Dólar a R$ 1,809

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8070 na compra e R$ 1,8090

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na venda, alta de 0,50% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9400, representando um ágio de 7,36%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 4,24% em setembro, frente
à alta de 1,29% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 22,59%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.816,
alta em relação ao fechamento
de R$ 1.805

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 1.825 frente
à R$ 1.815 do fechamento de

ontem.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8131000.

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,85% para novembro de 2009, 0,06 ponto acima do fechamento anterior.