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SÃO PAULO – Preservando o sinal do último fechamento, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira (30) em nova alta frente ao real, impulsionado por mais uma sessão em que as incertezas econômicas trouxeram forte aversão ao risco para os investidores.
O Banco Central voltou a intervir no mercado cambial para conter o avanço da divisa norte-americana e realizou um leilão de dólares no mercado à vista durante a tarde. A taxa de corte para a venda da moeda ficou em R$ 2,315.
Ainda assim, a trajetória positiva se manteve, apesar de o passo do avanço ter diminuído em relação ao observado no fim da manhã. Mesmo com a alta das duas últimas sessões, Sidnei Moura Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, acredita que o real se recuperará mais cedo do que o previsto.
“No nosso entendimento a resistência do preço da moeda americana está muito perto do fim, e a queda a nível próximo de R$ 2,20 ou ligeiramente abaixo, até para nossa surpresa (…), deve se tornar efetiva já no mês de fevereiro”, afirmou.
Pessimismo externo
Com a agenda doméstica esvaziada, os investidores se voltaram ao cenário externo, repleto de indicadores negativos. A atividade industrial em Chicago ficou abaixo do esperado em janeiro e a versão revisada da confiança do consumidor também decepcionou. O destaque do dia, porém, foi o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano do quarto trimestre de 2008..
O indicador apontou para uma contração de 3,8% na economia dos EUA, um recuo que, apesar de menor em relação à redução esperada de 5,5%, ainda assusta por sinalizar o desaquecimento da maior economia mundial. A queda registrada foi a maior desde 1982.
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No cenário corporativo, os resultados trimestrais postados potencializaram o nervosismo. Na linha com o forte recuo nos preços das commodities, a Exxon Mobil reportou que teve um recuo trimestral 33% no lucro – menor que o registrado anteriormente, mas ainda preocupante.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3070 na compra e R$ 2,3090 na venda, alta de 0,52% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,4500, representando um ágio de 6,20% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,20% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,20%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro encerrou o dia cotado a R$ 2.307, forte alta de 0,79% em relação ao fechamento de R$ 2.289 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em forte alta de 1,32%,
atingindo R$ 2.336 frente à R$ 2.306 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,3170.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,25% para abril de 2009, 0,55 ponto percentual acima do fechamento anterior.