Dólar comercial fecha em acentuada alta pela segunda sessão consecutiva

Na semana, a moeda dos EUA acumulou valorização de 1,06%; referências econômicas e corporativas ditaram negócios

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SÃO PAULO – Após apresentar três quedas consecutivas no início da semana, o dólar comercial fecha esta sexta-feira (17) em acentuada alta pelo segundo dia seguido, invertendo o sinal negativo reportado na abertura da sessão. Ao redor do mundo, a moeda norte-americana apresentou ganhos frente às principais divisas internacionais, como o euro, o franco suíço, a libra esterlina e o iene.

Os ganhos acumulados na semana pressionam os investidores para a realização de lucros nesta sessão. Por outro lado, a sexta-feira conta novamente com balanços corporativos e indicadores da economia norte-americana acima dos esperados. O resultado é um dia estável nos principais mercados globais.

Nos EUA, depois de Goldman Sachs e JP Morgan surpreenderem o mercado com os balanços melhores que o previsto, foi a vez do Citigroup alimentar as esperanças frente ao setor financeiro, ao divulgar um lucro líquido de US$ 1,6 bilhão. Ainda por lá, os números reportados pela General Eletric apresentaram perdas menores do que as projetadas pelo mercado.

O banco norte-americano BB&T também trouxe certo ânimo aos investidores ao declarar que está bem capitalizado e que o mercado imobiliário dos EUA tem apresentado sinais de melhora. O resultado trimestral do banco também superou as estimativas.

Bernanke e Meirelles

Em discurso realizado em Washington, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que o recente estouro da bolha de crédito terá efeitos duradouros na economia dos EUA. Dando foco na proteção ao consumidor, o chairman defendeu a inovação financeira, desde que os seus produtos sejam transparentes.

“A regulação não deve impedir a inovação, e sim assegurar que as inovações sejam suficientemente transparentes e compreensíveis para permitir que a escolha do consumidor conduza bons resultados de mercado”, disse Bernanke.

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Por aqui, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que “ainda estamos no meio de um processo de crise sério. As previsões de crescimento são pessimistas e há muita incerteza no mundo todo”. Apesar das medidas de retomada de crédito já adotadas, o presidente do BC não descartou novas ações no setor.

Indicadores da sessão

No Brasil, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) referente à segunda semana desse mêsafirmou inflação de 0,42%. O relatório Focus projeta taxa de 0,33% para o resultado mensal.

Nos EUA, a medida preliminar da confiança do consumidor deste mês agradou ao mostrar pontuação maior do que a projetada por analistas.

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Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1920 na compra e R$ 2,1940

na venda, alta de 0,73% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 9,49%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 5,10% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,12%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.199,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 2.183

da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte alta,
atingindo R$ 2.216 frente
à R$ 2.199 do fechamento de

ontem.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1830000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,59% para maio de 2009, 0,05 ponto percentual acima do fechamento anterior.