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SÃO PAULO – Após iniciar o dia com leve valorização, o dólar comercial acompanhou a melhora gradual dos mercados e foi consolidando sua trajetória negativa ao longo da sessão. No final, a moeda fechou esta quarta-feira (16) com queda de 0,4%, sendo cotada na venda a R$ 1,79 – menor patamar desde 13 de maio deste ano, quando terminou valendo R$ 1,777.
As incertezas que nortearam os negócios no início do dia deram lugar a um tom mais otimista, que ganhou forças à medida que indicadores econômicos norte-americanos e europeus eram absorvidos pelos investidores. Em meio à esse cenário, ativos considerados mais seguros, como o dólar, acabam perdendo espaço para investimentos com maior grau de risco e, consequentemente, maior expectativa de retorno.
No front doméstico, destaque para o fluxo cambial, que ficou negativo em US$ 1,776 bilhão no acumulado do mês – até o dia 11. No mesmo período, o Banco Central informou que adquiriu US$ 1,047 bilhão no mercado cambial à vista, por meio de seus costumeiros leilões de compra de dólares.
E por falar nestas intervenções, a autoridade monetária brasileira realizou mais um deles nesta quarta-feira. A operação ocorreu entre as 15h36 e as 15h46 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7863.
Agenda internacional
No Reino Unido, o número de desempregados recuou para 2,4 milhões no trimestre terminado em abril, enquanto o número de pedidos de auxílio desemprego caiu em 30,9 mil em maio, queda maior que a projetada pelos analistas. Ainda no velho continente, a Comissão Europeia pediu detalhes sobre os planos de austeridade propostos por Portugal e Espanha que visam o orçamento de 2011, com o intuito de avaliar se as medidas serão suficientes para melhorar a saúde fiscal dessas economias.
Já nos EUA, o dia foi de divergência na agenda econômica. Enquanto a produção industrial de maio apresentou um avanço maior do que o esperado, o Housing Starts contabilizou 593 mil casas em início de construção, número inferior aos 655 mil imóveis projetados para o resultado anualizado de maio. Já os preços ao produtor norte-americano caíram 0,3%, ante a expectativa de recuo em 0,5%.
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Dólar a R$ 1,79
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7880 na compra e R$ 1,7900 na venda, baixa de 0,40% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,70% em junho, frente à alta de 4,78% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 2,80%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho encerrou o dia cotado a R$ 1.794, leve baixa em relação ao fechamento de R$ 1.795 da última terça-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 1.811 frente à R$ 1.808 do fechamento da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7872000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,45 para agosto de 2010, 0,05 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.