Dólar comercial fecha com leve alta e interrompe sequência de três quedas

Dados domésticos e da China compensaram a ausência de indicadores dos EUA; em julho, moeda acumula perdas de 2,2%

Publicidade

SÃO PAULO – Em meio ao clima de instabilidade instaurado nos mercados, o dólar comercial conseguiu manter-se no campo positivo durante toda a sessão, interrompendo uma sequência de três quedas. Com modesta alta de 0,23%, a moeda fechou esta segunda-feira (12) cotada a R$ 1,765 na venda.

Diante da ausência de indicadores na agenda norte-americana, os eventos na China ficaram como o principal foco das atenções dos investidores, que também aguardam após o fechamento dos negócios em Wall Street a divulgação dos resultados trimestrais da Alcoa, dando início à temporada de balanços corporativos no país.

Além da apreensão demonstrada pelos investidores nesta sessão, o Banco Central também auxiliou na trajetória de apreciação da divisa norte-americana ao realizar mais um de seus leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h38 e as 15h48 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,766.

Também por aqui, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) mostrou que a balança comercial brasileira teve um saldo superavitário em US$ 722 milhões na última semana. Fechando as referências domésticas, o relatório Focus mostrou que a mediana das projeções para a taxa de juro do País em 2010 reduziu de 12,13% ao ano para 12% a.a. na passagem semanal. Em relação ao dólar, a perspectiva para a taxa de câmbio em 2011 caiu de R$ 1,90 para R$ 1,85.

Referências internacionais
A balança comercial chinesa de junho mostrou um superávit de US$ 20 bilhões, o maior em oito meses. Além disso, as reservas de moeda estrangeira no país subiram 0,29% no segundo trimestre, ou US$ 7,2 bilhões, o menor crescimento em 11 anos.

Ainda na China, foram publicados nesta segunda-feira os dados sobre preços de imóveis em 70 cidades. O indicador mostra que os preços caíram 0,1% entre maio e junho. O banco central chinês anunciou também que os novos créditos somaram 603 bilhões de yuans (US$ 89 bilhões), menor nível em três meses.

Continua depois da publicidade

Já na Europa, destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido, que avançou 0,3% na passagem entre o último trimestre de 2009 e o primeiro trimestre de 2010. O resultado veio em linha com o que era estimado na última projeção, em maio.

Dólar a R$ 1,765
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7630 na compra e R$ 1,7650 na venda, alta de 0,23% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,16% em julho, frente à baixa 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,37%.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto  encerrou o dia cotado a R$ 1.771, alta em relação ao fechamento de R$ 1.767 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, também fechou em alta, atingindo R$ 1.783, avanço frente ao fechamento de quinta-feira, de R$ 1,780. 

Continua depois da publicidade

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7655000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,03 para setembro de 2010, 0,06 ponto percentual abaixo do que foi registrado no fechamento anterior.