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SÃO PAULO – Em meio a resultados e indicadores positivos, o bom humor prevaleceu nos mercados nesta terça-feira (13), contribuindo para a trajetória negativa do dólar comercial durante toda a sessão. A significativa queda de 0,68% fez com que a moeda norte-americana fechasse o dia cotada a R$ 1,753 na venda, atingindo seu menor patamar desde 3 de maio deste ano, quando terminou os negócios a R$ 1,732.
Apesar da revisão negativa do rating de crédito português pela agência Moody’s e pelo déficit comercial maior do que o esperado nos EUA, as referências otimistas prevaleceram nesta terça-feira. Durante a manhã, os resultados trimestrais de Alcoa e Posco e as boas perspectivas acerca do desempenho dos bancos alemães nos testes de estresse já mostravam-se suficientes para manter o apetite ao risco dos investidores. Na parte da tarde, o déficit melhor que o esperado do orçamento norte-americano consolidou esse movimento.
Diante desse cenário, o dólar acaba perdendo a atratividade como investimento, tendo em vista seu caráter mais conservador. Dessa forma, os investidores dão preferência para aplicações com um maior grau de risco, mas que podem trazer retornos mais lucrativos.
Referências do dia
Dando início à temporada de resultados corporativos dos EUA, a Alcoa divulgou na noite anterior que teve um lucro líquido de US$ 136 milhões no segundo trimestre desse ano, superando estimativas – assim como o desempenho da sul-coreana Posco, que no mesmo período obteve um lucro 11 vezes maior que o visto no ano passado.
Na agenda econômica norte-americana, a balança comercial apresentou déficit de US$ 42,3 bilhões em maio, maior que o previsto por analistas. Contudo, o orçamento do governo norte-americano teve um resultado deficitário em US$ 68,4 bilhões em junho, desempenho melhor do que os US$ 70 bilhões negativos esperados pelos mercados.
Em meio à agenda vazia no front doméstico, o destaque fica com a compra de dólares anunciada pelo Banco Central. Nesta terça-feira, a operação foi realizada durante a manhã, entre 11h27 e 11h37 (horário de Brasília). A taxa de corte aceita ficou em R$ 1,7530.
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Dólar a R$ 1,753
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7510 na compra e R$ 1,7530 na venda, baixa de 0,68% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 2,83% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,68%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.763, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.770 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, também fechou em baixa, atingindo R$ 1.775 frente à R$ 1.783 do fechamento de segunda-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7535000.
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,03 para setembro de 2010, estável em relação ao que foi registrado no fechamento anterior.