Dólar comercial fecha a R$ 1,747 e atinge mínima em quase três meses

Indicadores industriais positivos nos EUA e na China contribuíram para a queda consecutiva da moeda; expectativa pelo Copom

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SÃO PAULO – Apesar de amenizar parte das perdas nos instantes finais, o dólar comercial conheceu sua segunda queda consecutiva nesta sessão, pressionado pelo forte otimismo nos mercados. Com a desvalorização de 0,57% vista nesta quarta-feira (1), a moeda terminou cotada na venda a R$ 1,747, sendo o menor patamar desde 3 de maio deste ano, dia em que encerrou os negócios a R$ 1,731.

Bons números referentes à atividade industrial de China e Estados Unidos elevaram o apetite dos investidores na primeira sessão de setembro. Esse otimismo também ajudou a sustentar o forte rali no mercado de commodities, pressionando ainda mais as cotações da divisa norte-americana.

No front doméstico, além dos dados sobre fluxo cambial, o resultado da balança comercial de agosto e a nova intervenção do Banco Central no câmbio, os investidores seguem no aguardo do anúncio da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), esperada para acontecer após o fechamento dos mercados. Segundo a última edição do Relatório Focus, publicado no começo desta semana, o mercado espera que a taxa básica de juro brasileira permaneça em 10,75% ao ano.

Agenda doméstica
A saída de dólares no País superou a entrada em US$ 601 milhões até o dia 27 de agosto, segundo dados publicados pelo Banco Central. A autoridade monetária ainda informou que no mesmo período adquiriu US$ 3 bilhões por meio de suas intervenções no mercado cambial à vista, totalizando, desde o início do ciclo de intervenções – maio de 2009 – o montante de US$ 46,037 bilhões 

E por falar nas atuações do BC, a autoridade monetária realizou mais uma delas nesta quarta-feira. O leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista ocorreu entre 12h09 e 12h19 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7407.

Por fim, a balança comercial de agosto fechou com superávit de US$ 2,44 bilhões, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Com isso, o saldo positivo acumulado em 2010 aumentou para US$ 11,673 bilhões.

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Sinais positivos
Inspirando alívio entre os investidores globais, o índice composto PMI (Purchasing Managers Index) elaborado pelo governo chinês subiu de 51,2 pontos em julho para 51,7 pontos em agosto. O indicador superou as expectativas do mercado.

Já nos Estados Unidos, o ISM Index, responsável por medir o nível da atividade industrial do país, ficou acima do esperado no mês de agosto ao marcar 56,3 pontos, enquanto as estimativas indicavam 52,9 pontos.

Dólar a R$ 1,747
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7450 na compra e R$ 1,7470 na venda, baixa de 0,57% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9400, representando um ágio de 11,17% em relação ao dólar comercial. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,33%.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro  encerrou o dia cotado a R$ 1.756, baixa de 0,59% em relação ao fechamento de R$ 1.767 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,45%, atingindo R$ 1.770 frente à R$ 1.778 do fechamento de terça-feira.  

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7468000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,63 para novembro de 2010, 0,03 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.