Dólar comercial expande perdas, mesmo após indicadores ruins nos EUA

Clima segue mais ameno com novas expectativas de plano de estímulo econômico norte-americano

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SÃO PAULO – Em movimento de correção de parte dos ganhos acumulados em 2008, o dólar comercial segue expandindo sua baixa frente ao real nesta terça-feira (6), refletindo também o desempenho positivo da bolsa brasileira.

O clima segue mais ameno nos mercados pelo mundo, mesmo após novas pesquisas mostrarem um cenário delicado no setor industrial norte-americano, com recuo de 4,6% no número de pedidos realizados no mês de novembro.

Parte da melhora nos ânimos se deu com a defesa feita por Obama para a criação de um pacote de US$ 775 bilhões de estímulo econômico.

Por aqui, a agenda doméstica segue movimentada, com sondagem do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelando seu pior resultado desde 1995. Segundo a pesquisa, entre outubro e novembro, a indústria brasileira encolheu pela segunda vez consecutiva, variando -5,2% nesta edição.

Depois de ter contribuído com a forte queda da divisa norte-americana na última sessão, o Banco Central ainda não confirmou novas intervenções no mercado de câmbio.

Confira as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1890 na compra e R$ 2,1910 na venda, forte baixa de 2,84% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,4000, representando um ágio de 9,64% em relação ao dólar comercial.

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Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 6,25% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 6,25%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro opera cotado a R$ 2.208, enquanto o contrato com vencimento em março atinge R$ 2.222.