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SÃO PAULO – Após uma abertura com nova queda e uma virada de sinal por alguns instantes, o dólar comercial há pouco era negociado sem variação frente ao fechamento anterior, cotado a R$ 1,6270 na compra e R$ 1,6290 na venda. Importante lembrar que a moeda vem de dois fechamentos seguidos em baixa e na véspera chegou a seu menor patamar desde agosto de 2008.
A quinta-feira (31) já contou com três intervenções do Banco Central no mercado cambial e assiste a disputa dos investidores para a formação da taxa Ptax que servirá de referência para o vencimento dos contratos futuros de dólar na BM&F.
A autoridade monetária realizou dois leilões para compra de dólares no mercado à vista. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), na primeira operação a taxa de corte ficou em R$ 1,6262, enquanto na segunda a taxa foi de R$ 1,6285. O BC também anunciou leilão de swap cambial reverso, ofertando 30 mil contratos igualmente distribuídos entre 1º de junho de 2011, 3 de outubro de 2011 e 2 de abril de 2012, mas o mercado demandou apenas 22% destes contratos, movimentando US$ 325,8 milhões.
Clima no mercado
O clima é positivo nos principais mercados globais, com os investidores cada vez menos temerosos com os conflitos na Líbia e com os rumos do controle do desastre nuclear no Japão. Os investidores também recebem os dados da atividade manufatureira na região de Chicago e os novos pedidos por bens manufaturados nos Estados Unidos, além dos pedidos por auxílio-desemprego em passagem semanal.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril está sendo cotado a R$ 1.625, baixa de 0,49% em relação ao fechamento de R$ 1.633 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em baixa de 0,43%, atingindo R$ 1.637 frente a R$ 1.644 do fechamento de quarta-feira.